7 Brechós Online Que Vão Fazer Você Só Querer Comprar De Segunda Mão

Uma boa dose de paciência (e um pouco de experiência também) pode te levar a achados incríveis em brechós, lojas de segunda-mão e mercados de pulgas por aí. Isso sem contar que comprar em brechós é bem mais sustentável se considerarmos que a peça mais sustentável de todas é aquela que já existe. Porém, verdade seja dita: caçar coisas em brechós e lojas de segunda-mão abarrotadas não é pra qualquer pessoa.

No Brasil, os brechós nunca foram muito populares, pelo menos não muito até 2008. Em partes porque eles não fazem parte da nossa cultura, em partes porque muitas lojas sempre foram bagunçadas e cheias de coisas demais para o gosto do consumidor tradicional. Os mais organizados, com peças mais bem selecionadas e, por consequência, mais famosos são considerados caros, muitas vezes cobrando muito mais dinheiro do que as peças realmente valem e sempre te deixando na dúvida se aquilo é ou não verdadeiro, é ou não é vintage mesmo.

Falando em vintage, para quem tem interesse no universo da moda de décadas passadas ou está começando a se aventurar pelo universo dos brechós, vamos pausar rapidamente aqui e esclarecer o que, de fato, pode ser considerado uma peça vintage.

Para ser considerada uma peça vintage, é preciso que o item tenha pelo menos 20 anos de existência. A partir de 100 anos, o nome correto é antiguidade. Para um item ser considerado vintage neste exato dia de hoje, ele precisa ter sido produzido antes de outubro de 1996. Outra confusão comum é entre vintage e retrô, mas a diferença é simples: peças novas que imitam estilos antigos são consideradas peças retrô – tipo o frigobar vermelho da Brastemp.

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Para ser considerada uma peça vintage, é preciso que o item tenha pelo menos 20 anos de existência

Entre 2008 e 2012 o mercado de brechós cresceu 210% no Brasil, o que aumentou muito os formatos encontrados no mercado hoje – desde brechós mais abarrotados até brechós mais minimalistas ou especializados, ficou muito mais fácil achar um com o qual você realmente se identifique. Há brechós para todos os gostos e essa pluralidade já pode ser encontrada por quem prefere comprar online. Sem rinite, sem tantas opções que você não sabe nem por onde começar – é a pedida certa para quem não tem muito o pique caça ao tesouro.

As opções virtuais não chegam nem perto dos estimados 11 mil brechós físicos espalhados Brasil afora, mas já é um começo. Selecionamos os que acompanhamos, contamos um pouco sobre cada um e garimpamos 3 peças de cada um deles aqui para vocês.

1. Caixa Vintage

O Caixa Vintage é de São Paulo e tem espaço físico no centro da cidade, mas devido ao sucesso da loja online, o ponto só abre para eventos e vendas pontuais (você pode acompanhar as novidades pelo Instagram e Facebook). Yasmim Có começou o Caixa Vintage, junto com o namorado, em 2013, pois, por gostar e por conta de seu trabalho como estilista e figurinista, sempre foi frequentadora de brechós e garimpeira.

Na loja online tem vários achados que fogem bastante do básico e a preços muito bons. “Não queríamos ser mais um brechó com peças estilosas a preços exorbitantes, logo a política do Caixa Vintage foi, desde o início, unir estilo e preços acessíveis. Assim, casando a minha experiência com moda e a experiência do Bruno com internet buscamos colaborar para uma cultura de moda e consumo mais sustentável”, contou ela. Nos bazares, o preço máximo é R$50.

Para ir além da venda, recentemente o Caixa Vintage lançou um blog e lá eles falam sobre moda, consumo consciente, sustentabilidade, cultura latino-americana, entre outros assuntos relacionados.

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Garimpos: Casaco pêlos dupla face por R$ 79; Top cotelê floral por R$ 28, Vestido verde tafetá por R$ 38.

2. Bananas

Não foi muito fácil escolher só três peças do Bananas, tem muita coisa interessante a preços bons. As peças são garimpadas majoritariamente dentro do Brasil, mas o brechó começou mesmo em 2013 depois de muitas viagens de mochilão acumulando achados desse mundão à fora. A formação em moda de Julia, uma das sócias, também ajudou.

O Bananas está online há um ano e tem trabalhado majoritariamente com peças dos anos 80, 90 e começo de 2000. Para os fãs de denim, lá tem uma boa dose.

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Garimpos: Casaco longo tricot por R$ 158; Vestido salopete ônix por R$ 45; Vestido listras por R$ 66.

3. Boutique São Paulo

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Desde 2015 o Boutique está no ar reunindo garimpos modernos de segunda mão e coisas novas, como as camisetas bordadas. A curadoria segue uma linha bastante jovem, mas é possível encontrar coisas mais clássicas na seleção de peças. Os preços variam bastante, então tem para todos os bolsos.

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Garimpos: Bolsa avelulada corda por R$ 162; Conjunto Caqui por R$ 98 e Camisa floral por R$ 76

4. Ô Bem Amado

Tudo aconteceu no mundo virtual: Ô Bem Amado nasceu em 2015, em Florianópolis, e agora está na cidade de Campo Largo, mas o que importa mesmo é que eles entregam no Brasil inteiro. O garimpo é feito em diferentes cidades, principalmente de Santa Catarina, com bastante cuidado e atenção à modelagem, corte, costura, além do estilo e condições da peça.

Bruna Mikaela é estudante de design gráfico e sempre frequentou brechós com a mãe. Para ela, bazares e brechós são sinônimos de coisas duradouras, bonitas, autênticas e que proporcionam a possibilidade de cada um se vestir de acordo com sua personalidade.

“Escolhi me voltar mais para esse estilo vintage porque muitas das coisas que eu achava já não eram mais fabricadas, ou seja, dificilmente acharia aquela mesma peça em uma loja de departamento, e se por ventura encontrasse algo parecido, com toda certeza não teria a mesma qualidade, pois a maioria das roupas do fast-fashion são bastante descartáveis, isso eu digo tanto no estilo, como na qualidade”, explica ela.

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Garimpos: Blazer Vermelho por R$ 29; Calça cós alto por R$ 69; Saia midi por R$ 39.

5. Mud For Good

O Mud existe há cerca de um ano, mas foi em julho que o e-commerce começou a funcionar. A seleção é feita em brechós da região (o Mud está em Santa Catarina) e o garimpo é feito de olho nas peças com identidade própria ou nos itens vintage. Eles não têm espaço físico, mas o desejo é de crescer o acervo – não só de roupas como também de itens de decoração e acessórios para ter um cantinho cheio de coisas capazes de transmitir sensações diversas.

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Garimpos: Saia jeans vintage Memi por R$ 40; Trench coat tricot por R$ 55; Camisa Flor de Amábilis por R$ 35.

6. Frou Frou

O Frou Frou é das sócias Luzia e Giovanna Belucci e já está há quase uma década na ativa, sendo um dos brechós mais famosos de São Paulo. A especialidade do Frou Frou são peças vintage, mas lá você encontra também várias peças de marcas famosas.

Giovanna contou que o garimpo acontece em casas de família e vários outros lugares por São Paulo, além de idas à Europa para renovar o acervo. O Frou Frou também tem foco em figurino, então faz bastante produção de teatro, TV e filme.

Na loja online dá para garimpar bastante coisa, mas a loja na Rua Augusta, 725, tem muito mais coisa e fica aberta sempre.

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Garimpos: Blusa de paetê por R$ 199; Saia rodada Girls From Savoy por R$ 95; Chemise Salvatore Ferragamo por R$ 689.

7. Voyage Vintage

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O Voyage Vintage é um brechó paulista especializado em peças japonesas dos anos 70 e 80. Micaela Wernicke cresceu frequentando um clube de colônia japonesa. Por esse contato muito próximo, sempre se interessou muito pela cultura do país. Começou investigando roupas e objetos antigos em alguns países asiáticos, mas as peças japonesas foram amor à primeira vista.

Micaela pesquisa brechós que vendem os vestidos japoneses dos anos 70, pede imagens e vai escolhendo para trazer para o Brasil. Também vende haoris, que são um tipo de kimono mais versátil, mais curtinho, e bolsas japonesas também datadas dos anos 70 e 80. Este últimos ela traz de famílias que vendem essas peças no Japão.

Online é possível comprar posters e também ver algumas peças disponíveis. O espaço físico do Voyage fica na Vila Madalena e o atendimento é com hora marcada. Algumas peças também podem ser encontradas no Japonique.

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Garimpos: Poster Império dos Sentidos por R$ 40; Impressão Casas por R$ 40.

Alguns brechós que não tem loja online, mas vale a pena seguir no Instagram e acompanhar as novidades são @muambe_, @belchiorbrecho e @acervo31.

Imagens: Reprodução

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  • Janaina Cavalli

    Que massa, Marina! Adoro todos.
    Vou fazer uma propagandinha no meu, não sei se você já conhece: http://www.alabamahotel.com.br
    Espero que goste, beijos!

  • Júlia Almeida

    https://www.instagram.com/muamba.brecho/

    tem esse que eu adoro 🙂

  • Lai Lai

    aqui vc vai da adoção ao brechó na maior leveza do mundo! Amo e sempre indico! =**