Tire O Racismo Do Seu Vocabulário: 13 Palavras E Expressões Para Parar De Falar Já

modifica_ANAMARIASENA

Nota Da Editora: A autora do texto reuniu a opinião de colegas e amigos negros, que relataram as expressões que os incomodavam antes de desenvolver esse texto. Vale ressaltar também que, conforme uma leitora bem observou, é imprescindível ter em mente ao ler o texto que “por séculos, brancos subordinaram negros e durante todo esse período diversas palavras e frases foram usadas para enfatizar e perpetuar a ideia de submissão e inferioridade negra”.

Vire e mexe me perguntam como não ser racista. E, sinceramente, eu acho a resposta tão complicada, afinal somos educados para o inverso: o racismo é imposto e naturalizado, e, mesmo não querendo (existem casos que ele é sim intencional), muitos acabam reproduzindo o discurso opressivo para com negros.

Desconstruir esse discurso, até em expressões simples e que aparentemente não parecem ser ofensivas, mas no fundo são, é necessário e urgente. Pensando em quebrar esse ciclo, te mostro 13 exemplos de racismo cotidiano presente em expressões e palavras que ouvimos com freqüência, mas que devem ser eliminadas do vocabulário já.

1- “Amanhã é dia de branco”

Qualquer pesquisa rápida no Google mostrará mais de uma origem para essa expressão, e a maioria negando que ela tem algum cunho racista. Porém, vivemos em um país onde a escravidão do povo negro durou mais de 300 anos, e os escravos, mesmo sendo forçados a trabalhar, geralmente eram vistos como “vagabundos”.

As conseqüências disso duram até hoje, o negro é sempre visto como a pessoa que faz “corpo mole”, aquele “malandro” que não faz nada. Inclusive, entre as opiniões que mais afloram quando o assunto é cotas sociais para negros, a de que não existe esforço da nossa parte é a mais frequente. Tanto que podemos fazer um paralelo entre essa e a expressão seguinte.

2- “Serviço de preto”

Comum no nosso dia-a-dia, essa expressão é usada para desqualificar determinado esforço e/ou trabalho, ou seja, fazer “serviço de preto” é igual a ser desleixado. O negro sempre é associado a algo ruim, o “bom” trabalho seria o do branco. Não dá para ser ingênuo e achar que não existe o teor racista, ainda mais quando associamos a outras dessas expressões que colocam o negro como o oposto de positivo, como:

3- “A coisa tá preta”

A expressão “a coisa tá preta” fala por si só: se a coisa está preta, é porque ela não está agradável, ou seja, uma situação desconfortável é o mesmo que uma situação negra? Isso é racismo.

4- “Mercado negro”

O mercado negro é aquele que promove ações ilegais, e mais uma vez é a palavra negro sendo usada com conotação desfavorável. O negro, na expressão, significa ilícito.

5- “Denegrir”

Já a palavra “denegrir” é recorrente quando acreditamos que estamos sendo difamados, é uma palavra vista como pejorativa, porém seu real significado é “tornar negro”. Se tornar algo negro é maldoso, temos mais um caso de racismo.

6- “Inveja branca”

Finalizando a leva de palavras e expressões que associam negro e preto à comportamentos negativos, o exemplo 6, que mostra a “inveja branca” como sendo a inveja boa, “positiva”.

7- “Da cor do pecado”

Outra expressão que faz a mesma associação de que negro = negativo, só que de forma mais subliminar, não recorrendo a termos como negro ou preto. Geralmente essa expressão é usada como elogio, porém vivemos em uma sociedade pautada na religião, onde pecar não é nada positivo, ser pecador é errado, e ter a sua pele associada ao pecado significa que ela é ruim. Não é uma expressão que remete a um adjetivo positivo, é simplesmente uma ofensa racista mascarada de exaltação à estética e, quase sempre, direcionada a mulheres negras.

8- “Morena”, “mulata” ( por vim seguidos de tipo exportação).

Usado para mulheres e homens, mas mais comum serem usadas para descrever as mulheres, principalmente quando seguidas pelo termo “tipo exportação”. Aqui o objetivo é amenizar o que somos, “clareando” o negro. Não existe justificativa para negar que alguém é negro, possivelmente você pode estar incomodado em dizer “negro”, e se está é porque acredita que chamar alguém de negro é ofensivo, sendo assim embranquece a pessoa – transformando-a em “morena” ou “mulata”, e isso é racismo.

9- Negra “de beleza exótica” ou com “traços finos”

O 8 e 9 são próximos, quando se imagina que ser uma mulher negra bonita é ser “tipo exportação”, ter “traços finos” e assim poder ser a dona de uma “beleza exótica”. Ser negro e poder ser considerado bonito está relacionado a não ter traços negros, mas sim aqueles próximos ao que a branquitude pauta como belo, que é o padrão de beleza europeu. Sim, isso é racismo, e dos mais comuns que a gente vê por ai, estão nos hipersexualizando e exotificando quando usam essas expressões.

10- “Não sou tuas negas”

Facilmente explicável se lembrarmos de que quando se tratava do comportamento para com as mulheres negras escravizadas, assédios e estupros eram recorrentes. A frase deixa explícita que com as negras pode tudo, e com as demais não se pode fazer o mesmo, e no tudo está incluso desfazer, assediar, mal tratar, etc, etc.

11- “Cabelo ruim”, “Cabelo de Bombril”, “Cabelo duro” e, a mais desnecessária, “Quando não está preso está armado”

A questão da negação da nossa estética é sempre comum quando vão se referir aos nosso cabelo Afro. São falas racistas usadas, principalmente na fase da infância, pelos colegas, porém que se perpetuam em universidades, ambientes de trabalho e até em programas de televisão, com a presença negra aumentando na mídia. Falar mal das características dos cabelos dos negros também é racismo.

12- “Nasceu com um pé na cozinha”

Expressão que faz associação com as origens, “ter o pé na cozinha” é literalmente ter origens negras. A mulher negra é sempre associada aos serviços domésticos, já que as escravas podiam ficar dentro das casas grandes na parte da cozinha, onde, inclusive, dormiam no chão (sua presença dentro da casa grande facilitava o assédio e estupro por parte dos senhores). Pós-abolição, continuamos sendo estereotipadas como as mulheres da cozinha, já que somos maioria nos serviços domésticos, visto todas as políticas que tentaram e tentam barrar a ascensão negra.

13- “Barriga suja”

Outro termo que faz relação à origem é usado quando a mulher tem um filho negro. Se ela teve um filho negro, algo impuro – como uma “barriga suja” – explica esse fato. É uma das que mais me causa desconforto.

É claro que existem inúmeras outras expressões que apontam claramente o racismo no cotidiano, e, infelizmente, inúmeras pessoas, mesmo sabendo dos fatos e tendo acesso às explicações, vão dizer que tudo é pura banalidade e, provavelmente, continuar usando essas palavras e expressões.

Quando apontamos racismo, a tendência é ouvirmos algo como “não sou racista, tenho amigos e/ou parentes negros”, ou ainda “eu conheço um negro e ele não liga”. O mais irônico é que, quando um negro reproduz conceitos racistas, que vão desde achar que não existe racismo a não se incomodar de ser chamado de moreno, ou achar desnecessárias todas essas explicações aqui dadas, ele logo é taxado como sendo “um negro de alma branca”. Traduzindo: usam uma fala racista para “louvar” seu comportamento não questionador.

É necessário empatia e consciência para que essas palavras e expressões sejam abandonadas de vez. O objetivo desse texto é simples: ENEGRECER ideias.

Ilustração: Ana Maria Sena

Texto Por: Stephanie Ribeiro

Stephanie Ribeiro é militante feminista interseccional, apaixonada pela natureza e acredita na troca de energia com ela, principalmente quando está na água e pisando na terra. Adora escrever, por isso colabora com vários portais e mantém um caderninho preto de bolinhas, que combina com seu vestido preferido, onde escreve e desenha para se sentir feliz, que nem era quando criança. Você pode acompanhá-la por aqui.

modefica-site-COMPARTILHE

  • Ana

    Gente, tenho uma dúvida em relação ao morena/moreno… Como chamar então mulheres e homens que não são negrxs mas também não são brancxs? Sabe, tipo a Luiza Brunet? Ou a Dira Paes? Kim Kardashian? Eduardo Moscovis? Paulo Zulu? Sei lá, nem sempre é tentativa de embraquecer do ponto de vista racista, apenas uma forma de descrever a pessoa. Se alguém nunca viu a Nanda Costa na vida e quer saber quem ela é e eu disser “ah, é aquela atriz negra que foi mocinha da novela das oito” ninguém vai saber quem é, vai pensar que é a Taís Araújo ou no máximo a Camila Pitanga (que já é um tanto embraquecida). Principalmente porque vivemos num país onde a regra do “one drop” não vale, onde não basta ter um pouco de melanina na pele ou um parente negro pra se dizer negro, até para não desmerecer a luta dos que realmente são. Então há que se admitir que nem todo não-branco é negro, por isso há que se dar algum nome para isso.

    • nathan

      Bom dia Ana, acho que você pode utilizar o termo pardo\parda. me corrijam se eu estiver errado

      • Ana

        Nem todo moreno é pardo. Me poupe.

      • Radoc Lobo

        Nathan, voce está errado.

        Eu sou pardo e meu irmão é moreno.
        São tonalidades de pele.

        Podemos adotar os nomes da escala pantone ou algo como #FF125E

        • luis

          Hahaha!!!

        • Ida

          Acho que quem não deve ser chamado de moreno ( a ) , somos nós de pele da cor preta. Prefiro que me chamem de preta.

    • Chama pelo nome, ué.

    • Julia

      Eu não sou negra nem branca, não gosto desse termo “parda”. Sou morena e ponto, acho que o texto se refere à chamar pessoas negras assim.

    • cris

      para ser branco deve ser filho de pais, avós e bisavós brancos (caucasianos). O pardo foi o termo que o IBGE encontrou para que as pessoas negras ,digam que são negras. No Brasil as pessoas têm vergonha a sua descendência negra e como não podem ser classificadas como brancas, pq não o são, o termo pardo foi introduzidos para elas se assumirem. Pessoas que são frutos de relacionamento inter-raciais (branco/negro), pais, avós e que se afirmam como negros (as) entendem que a causa do povo negro ganha força qdo ele se empodera da sua descendência, já que o branco não lhe aceita como branco e o branco não sofre nenhum tipo de perseguição por ser branco, qdo o filho de casamento intercail não se identifica como negro, mas como morena ele passa a mensagem que tem vergonha do seu lado negro e por isso prefere ser “moreno” o que remete a branco . Morenos são pessoas brancas de cabelos escuros.

    • Patrícia Sanchez

      Mulata está corretíssimo. Leia o dicionário: “Mu.la.ta = Adj.es.f.(o). Quem ou aquele que descende de pai branco e mãe negra ou vice-versa”.

      • Eveline

        Gata pesquise mais por gentileza. De fato é uma mistura do Branco com o negro, porém vou lhe contar uma pequena história. Existia um casal de senhores de engenho, obviamente brancos, daí o senhor de engenho violentou uma negra ou traiu sua esposa com uma mulher negra, enfim… em virtude do ato a mulher negra fica grávida do senhor de engenho e tanto para o senhor e senhora de engenho aquela criança não tem uma raça pura quanto a deles e levou o apelido de mulato. Qual é a mistura de cavalo com Burro? Resposta:”mula”, raça não considerada como pura por ser mistura de animais, ou seja, mistura de homem branco e mulher negra é mulato?
        Está é a verdadeira origem deste nome, ou seja, uma verdadeira ofensa.

      • Luana Rodrigues

        Patrícia, “mulata” provém de mula. É um termo pejorativo de fundamento histórico e é realmente interessante que você – sem, é claro, pirar achando que tudo é provocação – busque pelos fundamentos das palavras e seu verbetes em outras fontes. Eu já vi no Aurélio, na minha alfabetização, pedófilo ser tido como aquele “que gosta de criança” no sentido de afeição. Não claramente como perversão sexual. Por isso é importante se questionar e a algumas palavras desse idioma.

    • Jacy

      Ana, creio que o texto tá falando do tipo exportação. Embraquece o negro, chama de mulato ou moreno, pra dar essa “brasilidadade” de mistura perfeita que o pais vende tanto.

      E tem cidades que chamam o negro de moreno. Virou costume, tipo, pra não ‘ofender’ a pessoa chamando de negro, vamos chamar de moreno, e todo mundo virou moreno, porque ninguém quer chamar de negro, ou quer ser chamado de negro. Creio que por aí.

    • Vanessa Paz

      Na dúvida chame pelo nome. O termo moreno/morena se remete a pessoas brancas de cabelos pretos. O termo pardo/parda , é apenas uma forma que o IBGE utiliza para classificar a ” cor” dos brasileiros. O termo até não citado no texto ” pessoa de cor” também é uma fala com discurso racista.

    • Eu

      Devemos considerar que não existe apenas a origem branca, assim como também não existe apenas a origem negra, como também existem a origem indígena e oriental.

      As 4 etnias de base são essas: negra, índia, oriental e branca; sendo que, desde muito antes da idade média, por causa do expansionismo dos povos vikings às Américas e à África, nenhuma dessas 4 etnias é pura.

    • Carla Soares

      Outra que me incomoda qdo escuto é: “neguinho não sei o quê, não sei o quê lá”.

    • Thalira

      Ana, o problema não é chamar pessoas morenas de morenas e sim chamar negros de morenos como se a palavra “negro” fosse ofensa 😉
      O termo pardo, creio eu, é utilizado pra quem não se caracteriza nem como negro, nem como branco, nem como indígena, o que é muito comum no Brasil. Eu prefiro nem me definir nesses questionários da vida e, quando tenho que fazê-lo, uso o termo “parda” por não me considerar nem negra e nem branca. Sou misturada como a maioria da nossa gente e minha pele ficou no marrom claro hehe

    • CRIS

      CHAMA PELO NOME, TODOS/AS TEMOS UM.

    • Débora

      Gente, não existe meio termo, se não é branco é negro!
      Moreno é uma pessoa branca com o cabelo preto, é isso!
      Pardo é uma coisa suja, encardida,não aceite ser chamado de pardo, agora fica a critério de cada pessoa definir o que realmente é.

    • Fernando Ribeiro Machado

      A relação está na origem do Negro, temos 4 clássicas aqui no Brasil; Ketu, Gegê’ Nagô e bantu . cada um desses modifica o ton da pele, a altura, o nariz, o queixo, o cabelo, a cultura, o costume, os dizeres, enfim, é uma serie de vertentes pra saber a que grupo étnico pertencemos.
      Ex: lampião era cabra, Um tipo de descendente de negro do cabo verde, alem é claro da despretização do Brasil.( a regra é clara, Mas a história é Negra.

    • Pedro

      Ana, a meu ver chamar de pardo, mulato, moreno e etc são uma das mais perversas formas de racismo. Isso se chama colorismo, ou seja, a categorização de pessoas pela cor de sua pele afastando-as da sua origem negra e tentando salva-las por aproximar do branco. Ou seja, é melhor assumir-se enquanto negro, indígena, ou qualquer outra etnia a que você pertença. No mais, há que se reconhecer que quanto mais negra a pele e quanto mais crespo o cabelo, maior o racismo.

      Beijos de luz

    • sandra regina dias

      Quem não é preto é branco, e quem não é branco é preto.
      Não importa se tende mais para uma pele mais embranquecida ou não, qualquer outra forma de colocação entendo eu que é negar suas or

    • Sintia

      Negro é negro assim como branco é braco, pq não existem várias denominações para pessoas brancas? ou não existem pigmentações diferentes entre pessoas brancas?
      Acho que esse texto pode te ajudar:
      http://blogueirasnegras.org/2015/01/27/colorismo-o-que-e-como-funciona/
      Bjus

  • Stephanie Ribeiro

    Oi querida, então a Nanda Costa é negra, alguns nomes que vc citou são negros, outros são não negros, acho que podemos chamar as pessoas pelos seus nomes, mas quando elas forem negras como Nanda Costa ela é negra, quando a pessoa for não negra como Kim Kardashian, mas ao mesmo tempo não branca, eu não acho que o morena soa racista.

    O ponto é mulheres como a Taís Araujo, como eu, como Naomi Campbell, que são chamadas de morenas, mesmo que não haja essa “confusão”, é importante também ver como a pessoa se auto identifica, negros de pele clara mesmo se identificando como negros, sofrem muito quando isso é negado e atribuem a eles ou o termo “pardo”, ou o “moreno”, etc.

    Espero ter ajudado.

    • Raquel

      Olá Stephanie, eu tenho uma duvida bem ridicula tambem. Bom, é mais ou menos a duvida da garota acima, mas no caso sou eu… Siiiim, pode ser ridiculo mas não sei se sou negra. Sou escura ? Sim, da cor da Camila Pitanga, talvez até um pouco mais escura.Sempre foi me dito que a minha cor vinha de indios (de um tataravo talvez, ninguem sabe, coisa distante que não sei nem o nome), ja que a maioria da minha familia tem “lindos olhos claros e bochechas rosadas”. Sempre foi me dito, de uma maneira bem grosseira e racista até, que eu, minha mae e poucos outros parentes eramos “morenos indio” ja que não carregavamos outros traços tipicamente negros. Eu nunca conheci o tal parente indio, ninguem sabe quem é, ninguem sabe se é verdade, não tenho cultura alguma disso. Posso muito bem ser descendente de um africano e através das gerações , traços se misturaram , não posso? Meu cabelo nem liso é, ok que está bem mais pra liso que crespo, um ondulado leve… Mas de jeito nenhum,é um “liso indio”
      O fato é, sempre colocaram que era melhor ser morena que negra, que eu aceitasse logo ser chamada de assim, pq negro era alguém que ia sofrer. E ninguem me destratava, entende minha confusao? Sempre me colocaram que negro era sinonimo de preconceito, de destratação e sofrimento, e eu nunca sofri nada disso (se sofri, sou muito babaca por nao ter).
      Essa duvida sempre me bateu, sou negra ou não? Quando voce postou aquele lance dos turbantes , de apropiação cultural,fiquei pensando… Será que posso usar um turbante ou não.
      Sei que você é militante dessa causa, adoraria ouvir suas palavras

      • Ana

        Esse negócio de apropriação cultural eu nunca entendi muito bem, mas se não estou enganada, não é que você ou pessoas não-negras não possam usar turbantes, dreads, etc… Poder pode, todo mundo pode o que quiser, ué! O que não pode e é desrespeitoso é usar estas coisas para se exibir e pagar de descolada. E se a coisa tiver um significado sagrado, tem que ter mais cuidado ainda, só usar se você considerar sagrado também.

        E sobre sua dúvida, já que há relatos de que sua ascendência é indígena e nenhum relato sobre negros (mas acho difícil, hein) e seu fenótipo se aproxima mais de uma índia do que de uma branca ou negra acho que você pode muito bem se declarar indígena! Se você se sentir confortável com isso, é claro.

      • Stephanie Ribeiro

        Oi querida, a Camila Pitanga é negra sim de pele mais clara, o que faz ela ser aceita mais facilmente, mas não impede ela de sofrer racismo, mesmo que ela não perceba, a Camila por exemplo não foi vista como a melhor opção para ser a apresentadora da Copa, colocaram a Fernanda Lima. Se sua mãe e você estão sendo embranquecidas, a unica coisa que posso te afirmar é que vc é não branca. Agora não posso dizer se é negra ou não, ser negra é além da cor da pele, tem inúmeras questões que influenciam isso, dizemos que ninguém nasce negro torna-se, tem algumas leituras que podem te ajudar nisso, se precisar só entrar em contato.

      • matcelle

        Raquel, pode realmente parecer bobagem mas o que percebo no cotidiano é que: quanto mais escura a pele e quanto mais Crespo o cabelo, maior o preconceito, maior a violência. Pela seu relato seu cabelo não é crespo e sua pele tem um tom mais claro e isto pode explicar a “tolerância” em relação a você.

    • Lah

      Não seriam os pardos? A maior parte da nossa população é comprovadamente composta por pardos que são pessoas com variadas ascendências raciais , que não são brancos e nem negros.

      • Stephanie Ribeiro

        Lah na definição usada por nós negros pardos são negros, e essas definição não ajuda em nada, já que muitos negros são levados a acreditar que não são negros.

        • Felipe

          Mas, por que há de haver tal distinção entre negros e brancos? Não é exatamente isso que causa o racismo? E outra, a população brasileira é extremamente miscigenada. Um termo não é capaz de definir uma pessoa, muito menos o seu caráter. Não acho que utilizar um termo como “moreno”, “mulato”, seja racismo, é só uma forma de identificar as pessoas mais especificamente. Não dá pra colocar 100 milhões de brasileiros em um saco e dizer que todos são iguais ou que sofrem o mesmo tipo de preconceito, né…

          • Dan

            Oi Felipe, não é a definição “negro” ou “branco” que provoca o racismo. o racismo existe. e existe pq as pessoas não sabem lidar com diferenças. mas principalmente pq na expansão global com a chegada de europeus nas Américas, era necessária a exploração de mão de obra. e era mais “fácil”, mais cômodo e mais lucrativo explorar mão de obra escrava. mas como os europeus não iriam escravizar a si próprios (até pq eles já tinham determinados espaços através de guerras), acharam mais oportuno escravizar outras etnias. eles já tinham comércio com as nações africanas. os escravos de guerra (entre as nações havia guerras. e atenção: não eram todos da mesma etnia! então aquele argumento de que os próprios negros se escravizaram não faz sentido pq eles não se consideravam todos da mesma “raça”). e o conceito de raça foi definido pra justificar a escravidão negra. pq escravizar negros? pq são inferiores! pq são mais burros. pq são mais fortes, pq são mais isso e aquilo. e criaram-se todos os estereótipos para que o racismo e a exploração e subjugação de um povo (que antes eram vários, mas acabou virando só um: povo negro) continuassem existindo. portanto, não é deixar de se afirmar negro que vai fazer o racismo deixar de existir…

        • Leandro

          Serio? Quer dizer então que se um homem 100% branco, com uma mulher 100% negra, tiverem um filho, este filho virá negro? Mesmo que sua pele seja uma variação entre as duas origens?
          É isto que eu entendi? Não existe pardo, ou mestiço e nenhuma variação étnica?
          Sinceramente?! Acredito que hoje nem ao menos haja mais o preconceito racial puro. A maioria das pessoas apenas se deixa levar culturalmente, igual a historinha dos macacos que levam banho, sem nem saber o porquê estão fazendo, eles continuam fazendo.
          Eu queria ver uma pesquisa sobre as pessoas assumidas (ou que demonstram), como racistas. Peça para alguém fazer esta pesquisa e perceberá que pessoas racistas serão preconceituosas com muitas outras coisas, até coisas distantes de preconceito étnico ou cultural.
          O defeito está na maldade de cada um, com influência cultural, sim, mas eu por exemplo não vejo problema em metade destas frases ditas acima.
          Acho que se fala tanto em preconceito racial, que isto acaba sendo mais lembrado do que deveria, mas sei lá… Claro que posso estar errado.
          Vamos brigar por educar as pessoas, de forma a nos tratar de forma respeitosa e sempre nos colocando no lugar umas das outras e estas frases não terão peso algum.

  • Andressa

    Não concordo muito com o que vc disse não…. Sou negra e uso algumas das expressões que vc colocou acima,como “moreno” ou denegrir. Pois bem,pra mim essa lista não foi nada mais nada menos do que estupida e sem sentido,metodicamente tanto eu quanto qualquer outra pessoa pode usar essas palavras com nenhum intuito de ofender e rebaixar alguém negro.

    • Stephanie Ribeiro

      Andressa infelizmente negros não estão livres de reproduzir o discurso racista, que ao mesmo tempo o machuca, mas é ensinado, é cultural, ok então.

    • Felipe

      Concordo parcialmente com o texto. Expressões como: “Dia de preto” ou “trabalho de preto” são co toda certeza herança da escravidão brasileira. Porém algumas palavras citadas não tem nada haver. Como “denegrir” que é etimologicamente grega, ou “mercado negro”. Nem sempre que as palavras preto e negro são usadas refere-se a pessoas de pele escura. A escuridão o breu sempre foi tido, desde o Zoroastrismo e mesmo no Cristianismo, como o mal em oposição a luz, o bem. Uma ideia arcaica e maniqueísta. Se essa ideia ajudou a constituir o racismo eu não sei, mas ajudou com certeza a formar palavras com sentido negativo muito antes da escravidão. Usa-las não é racismo. O que denigre a imagem dos negros são pensamentos maniqueístas em relação a eles em pleno seculo XXI.

      • Thais

        Concordo em tudo com o Felipe.
        Acredito que, antes de encarar tantos termos como racismo, é preciso estudar a história do mundo e a etimologia das palavras.
        Achei o texto um tanto amador.

      • Guilherme

        Exato.
        A autora do texto forçou a barra tentando criar um cenário onde a cor da pele é o centro das atenções na etimologia.
        Boa parte dessas expressões tem origem na angústia do humano medieval quanto à oposição entre luz e trevas, entre o esclarecimento e o obscurantismo, o conhecimento e o oculto, o bem e o mal, etc.. representados de forma simbólica pelas cores branco e preto, que nada mais são do que luz e ausência de luz.

        Por essas épocas, as pessoas não eram referidas por sua cor de pele, e sim por suas origens, seu povo e nação, pois essas etnias eram mais isoladas e definidas, e a identificação dentre elas, extremamente importante para o desenvolvimento e comércio entre elas.

        Os povos africanos não eram referidos genericamente como negros, ou africanos, e sim como Núbios, Etíopes, Masai, Zulu, etc…

        Atribuir um significado negativo à cor da pele das pessoas criando um vinculo inexistente entre aspectos fenotípicos humanos e a semântica dessas palavras, é de uma leviandade sem tamanho. Um ato de fomento ao obscurantismo, sem sombra de dúvida.

        • Mel

          De verdade, muito obrigada a vocês pelos comentários inteligentes e ponderados.

  • Iracema

    Essa cultura tem que terminar ,quem educa os filhos para serem racista ,tem que mudar seus valores
    Ensinar os filhos a respeitar,as pessoas independente da cor ou classe social,valorizar as pessoas pelo caráter e respeitar as diferenças

    • Stephanie Ribeiro

      Entendo Iracema, mas infelizmente não é culpa dos pais, não é culpa nossa, o racismo ele é ensinado, n televisão ocorre inúmeras situações que tem cunho racismo e se não começarmos a perceber, acabamos reproduzindo. Hoje vi numa novela uma mulher ser caracterizada como “””feia”””, colocaram nela então uma peruca de cabelo crespo. Isso diz muita coisa para meninas negras que não veem beleza nos seus cabelos, ao mesmo tempo que ensina muita gente a achar feio o crespo.

  • Telma

    Stephanie,
    Negra sempre que a pessoa se considerar negra.
    (apesar de sermos taxadas de doidas, excêntricas).

    Morena não é racista no meu caso (pele mais clara, cabelo mais liso) Mas dá para ser evitado? Evite.
    Pode trocar por “aquela da camiseta azul, a amiga de x, a que falou tal coisa, a que odeia morango, a que trabalha com tal coisa”. Precisa ser A morena?
    Enfim, o morena soa natural e vem primeiro. Mas…Nunca, na minha vida, fui chamada de morena por alguém que me vê como igual.

    Gostei muito do texto.
    Beijo

    • Meire O Silva

      Isso aí…

  • Ana

    Eu acho que isso de usarem a cor preta como referência a coisas ruins é porque querendo ou não o preto é a falta de luz, a escuridão, e é dela que mais temem. Quando dizem que a coisa tá preta, acho que que estamos dizendo que a coisa tá ruim, não tem a ver com a raça negra, assim como outras expressões usadas. A luz é branca, o escuro é preto, isso é uma realidade, sendo assim várias crenças e costumes giram em torno da cor preta ser sinal de má sorte, dificuldades, etc.
    Mas enfim, essa é a minha opinião. Mas tem algumas expressões que realmente são racistas.

    • Isadora

      Concordo! Ex: inveja branca = positiva. Não é racismo, e sim a associação digamos espiritual, é a questão da luz. Você tem a “inveja” de forma iluminada, boa. Luz = claro, branco.

    • Stephanie Ribeiro

      Olha não dá para não associar preto/negro a ruim nas que citei, tanto que antes de fazer o texto pedi para negros listarem as expressões que geravam incomodo neles e essas foram as mais citadas. Sobre a questão do claro/escuro… Muitos negros hoje já usam até termos como escurecer ideias e não clarear.

    • Stephanie Ribeiro

      Ana você já foi chamada de pessoa preta? Já percebeu que ser negro é visto como ser ruim, devido a forma como negros eram vistos como amaldiçoados. Querida as coisas estão interligadas, tente não usar as expressões, principalmente perto de pessoas negras.

      • Daniel

        Entendo o texto e o motivo dele.
        Mas nunca interpretei “mercado negro”, “mentira branca”, “denegrir”, “moreno”, “clarear ideias” como racistas. Nem perto disso.
        Realmente eu chamaria isso de azar. Quando se escurece um texto, não dá pra lê-lo. Se clarear o ambiente (com luz, que por vezes é branca), fica fácil. Infelizmente dá pra fazer piada com isso fácil, já que negro tem a pele “mais escura”. Quando se deixa cair algo numa roupa nova, ela fica manchada (uma mancha que costuma ser mais escura que a roupa).

        Mas acho que incita mais o racismo apontar como racistas e evitar o uso desses termos do que simplesmente ignorá-los. Claro, com exceção dos “quando não tá preso tá armado”, “serviço de preto”, “dia de branco”… os que associam a pessoa negra ao trabalho, crime ou prisão. Ou orgulho branco.
        Mas não acho que compensa mudar toda uma cultura e uma língua só pra impedir que seja possível o negro ser associado ao ruim. É mais fácil ensinar as pessoas a se respeitar. Porque se eles realmente QUISEREM ofender, eles VÃO achar um meio.

  • Ayrane

    Parabéns pela matéria, gente! Eu compartilharia, se não fosse minha dúvida em relação ao número 1: sou da Bahia, o estado, acredito eu, de maior número de seguidores de religiões de matriz africana, e aqui, usamos a expressão “amanhã é dia de branco” ou “hoje é dia de branco” para fazer referência à sexta-feira, pois nesse dia da semana, fazemos homenagem a Oxalá, o orixá dos orixás, usando a sua cor, o branco. Então para quem está acostumado/a com essa perspectiva, o item 1 fica confuso. Abraço!

    • Stephanie Ribeiro

      Oi querida, essa expressão como eu disse tem inúmeros significados populares, mas em geral ela gera incomodo para negros, por isso coloquei ela aqui para evitarmos o uso.

  • Tatá Scar

    Um ótimo texto, parabéns!
    Eu me considero sarará. Tenho cabelo de negro e a pele de cor “indefinida”, mas sensível como pele de branco… Sempre tenho muita dúvida com relação ao racismo, porque eu sofro racismo, mas tem certas situações que não sei como me portar, o texto me esclareceu.
    O que me mata de raiva é ter que ouvir de vez em quando “que isso, menina! Vc é clarinha!”

    • Stephanie Ribeiro

      Recomendo ler sobre colorismo, o Blogueiras Negras tem um ótimo texto sobre o assunto.

      • Marianne Teixeira

        muito boa a sugestão, Stephanie. Fui lá verificar o texto e adorei!

  • A palavra negar também é racista!

    • João

      Sério isso? Então esse site e toda a internet é preconceituosa e racista?
      Negar provém de negação ou ato de não prover ou não fornecer acesso a algo tangível ou intangível. Ou ainda defini o contrário de uma afirmação definindo como falso tudo aquilo que é apresentado como verdadeiro.
      É inclusive um termo utilizado em lógica de programação para determinar o fluxo de informações em sites, aplicações web, softwares e aplicativos mobile.

      Pegar uma palavra ou uma frase fora de contexto atribuir um valor é algo extremamente leviano e ignorante.
      Esta palavra ou frase só pode ser considerada como pejorativa se estiver enquadrada em um contexto muito específico.
      Forçou a barra hein…

  • Alessandro

    A expressão “pé na cozinha” se refere a quem gosta, simpatiza ou é do candomblé ou umbanda. A expressão é usada na periferia e todo mundo entende como quem é da macumba.

  • Matheus

    Meio ruim esse post e.e

  • Ana

    Bom, só não entendi bem o critério para definir Nanda Costa como negra e Kim Kadarshian não. Mas ajudou, sim. Obrigada.

  • Alessandra

    Não entendi uma coisa. Inveja branca é racismo? E magia negra e magia branca? Tbm seria racismo?

    • Felipe

      Não sei, deu branco agora…

  • Alessandra

    Inveja branca é racismo? E magia negra e magia branca? Tbm seria racismo?

  • Felipe

    A maioria das frases não tem nada a ver com racismo. Merthiolate tem que voltar a arder, hein!

  • rafael

    esse texto é de humor? Comecei lendo achando que era sério, os dois primeiros itens até que iam, mas aí eu comecei a ler o resto e parecia piada. se for sério o autor dessa lista é esquizofrenico.

    Essa lista parece uma piada racista de humor negro.

    Sou pardo bem escuro e sei o que é racismo e preconceito que senti na pele demais nessa vida e vi amigos meus sofrerem demais também e achei essa lista de expressões ridícula se era pra ser séria. se for piada, não me importo.

    • Stephanie Ribeiro

      Pardo bem escuro, risos né, fale que é negro já percebemos que tem problema com isso.

  • igor

    Primeiramente esclareço que esta é a MINHA opinião. Eu acho essa abordagem toda uma bobagem. O que ofende ou descrimina uma pessoa não são as palavras, mas a intenção por trás delas. Qualquer pessoa que use qualquer uma dessas expressões sem saber o significado original dela não pode ser tachado de racista. A Língua de um povo muda com o tempo, se adapta e muitas expressões mudam de sentido. Dar uma importância exagerada ao que hoje são simples expressões do dia-a-dia é estimular o preconceito. As coisas tem o sentido e a importância que NÓS damos para elas.

    • Stephanie Ribeiro

      Igor eu acho que se fosse bobagem não teriam outros textos relacionados a isso.

    • Li

      Igor, foi interesse ler seu comentário! Eu li o post, estava lendo os pontos de vista (variaaaaados!) até que cheguei ao seu! Compartilho da sua opinião. Acho que, as palavras tem o peso que definimos. Além de que, com o passar do tempo, muitos desses termos tornaram-se tão simplesmente “modo de dizer” que QUASE ninguém sabe a origem. Daqui a pouco vão implicar pq o “pêlo do peito de Pedro eh PRETO” ao invés de afrodescendente! Bjão.

      PARA Stephanie Ribeiro, sobre o texto, posso afirmar que, se alguém pretende uma inimiga, me chama de “morena”. Bjos e, parabéns pela iniciativa! Mentes abertas para abrir os olhos!

    • Rafaela Maia

      Igor, concordo exatamente com o que você disse. E é até engraçado quando em outro comentário perguntaram como deveriam ser chamadas as pessoas que não são nem negras e nem brancas (já que de acordo com o texto a expressão ‘moreno(a)’ deve ser evitada), e a resposta foi ‘melhor chamar pelo nome, mas…’. Sério que eu tenho que evitar pronunciar uma característica física? Por um segundo me pareceu que é mesmo terrível a pessoa ser negra/morena. Eu acho que o preconceito está muito mais enraizado na cabeça dessas pessoas que tanto se preocupam em não serem preconceituosas nas mínimas bobagens, do que naquelas que usam essas expressões no automático, mas que na verdade não carregam preconceito real algum.

  • Pingback: M*rdas que gente branca diz()

  • Kris

    Concordo com todo o texto, mas essa questão do “morena” é realmente um pouco confusa. Mulata tem definitivamente um carater racista, mas morena só possui esse carater quando denomina pessoas autodenominadas negras, pessoas que possuem os traços afro, o tom da pele negro, o que ainda deixa meio vago para definir, mas que nao devia acabar por atribuir uma conotaçao pejorativa para morena em geral. Morena é usado ate para definir pessoas brancas com o cabelo escuro, e se encaixa tambem para descrever alguem pardo, como eu. Dizer que a nanda costa é negra nao é ofensivo, de forma alguma, mas me pareceu que voce considera classificar qualquer pessoa com um tom de pele levemente mais escura como pardo ou morena é equivocado, e estando nessa classificaçao, creio que nao é. Isso, no meu ponto de vista, é desmerecer a luta negra que quer que a sociedade aceite-os como eles sao sem preconceitos, e nao porque seu tom de pele é levemente mais claro. Num país com tamanha miscigenaçao como o Brasil, morena ou pardo é uma classificaçao tao digna quanto negra ou preto, que denomina pessoas nao-brancas que tambem nao se encaixam nas caracteristicas negras/afros.

    • Lah

      Sim, eu também notei isso. Eu não conheço as ascendências da Nanda Costa, mas se ela e outras pessoas com o tom de pele dela tiverem a mesma quantidade de genes negro, branco e indígena? Ainda assim ela será considerada negra? Por isso me arrisco a dizer que é parda, porque a maior parte da população tem suas ascendências com diversas raças em seus genes.

      • Não existe diferença de raça, as pessoas negras possuem a mesma quantidade de melanina que brancos, o único tipo de pessoa que possui menos melanina é albino, fora isso o que varia é o tipo de melanina que a pessoa possui. Assim tem todo um mosaico com a melanina castanha e a melanina vermelha e por isso varia tanto de tom entre pessoa, entre familiares inclusive. Na genética o branco tem a informação de como produzir a melanina castanha, que ele produz em menor quantidade do que a pessoa de pele negra e tendo então mais da melanina vermelha.

  • DriKa

    Olá Stephanie, minha dúvida: não sou caucasiana, sou de origem indígena/portuguesa/turca e graças a isso minha pele é de cor (como até hj eu costumava dizer e achava natural) ” MORENA ”
    Como então me definir? Detalhe: tenho cabelos loiros e lisos. Seria mais certo me auto-denominar parda? Desculpe se minhas perguntas parecerem infantis, mas devido talvez à falta de informação, eu nunca havia antes parado para me questionar a respeito.
    Obrigada.

  • vinicius

    élas opiniões como ejo pessoas simpaticas ao racismo e escravas, adoram um chicote no lombo. mas eu nao quero isso para minha familia e meu povo, então parabens pelo texto, e voces que opinaram merda por ai, calem a boca porque vcs tem racismo o seu sangue e nao admtem

  • Larissa

    Ahahaha… que ridículos!!! Preconceito está em quem quer tirar essas palavras do vocabulário achando que isso vai amenizar o racismo que existe. Deixem de ser ridículos e vão lutar por algo concreto que finde o racismo! ahahahahah… tô rindo muito aqui disso…

  • McRayders

    Não me considero racista, abomino a classificação racial. Para mim, somos da mesma raça: a humana. Enfim, Gostaria de comentar sobre a expressão nro.1 “dia de branco”. Na verdade sempre ouvi “vamos logo que amanhã é dia de preto”. Numa aula de antropologia, levantou – se essa questão por ser um ditado popular que perdeu o sentido original assim como o “quem tem boca vai a Roma ” que na verdade o correto seria “quem tem boca vaia Roma” do verbo vaiar. Essa expressão “dia de preto” na ocasião explicou – se que referia – se as cores do calendário. A expressão correta seria “dia preto na folhinha, no calendário”, subentende que é dia de semana e devemos trabalhar. Os finais de semana e feriados normalmente são apontados em vermelho. Aí subjugam os negros por dizer que o dia preto é dia de trabalho.

    • Stephanie Ribeiro

      Olha somos todos humanos, mas negros ganham menos, negros são maioria pobre e negros são perseguidos no mercado ou em lojas, pq são “confundidos” com bandidos.

  • Bruna

    Olá, ótimo texto, mas nem todas as expressões que vc usou tem cunho racista. “Mercado negro” por exemplo se refere à “fora da luz”, no escuro (exatamente pq é ilegal, feito na surdina, escondido).
    Mas algumas como “trabalho de preto” não tem nem o que discutir, é uma das piores expressões que eu já ouvi e SEMPRE corrijo qq um que a use perto de mim.

    • Stephanie Ribeiro

      Bruna, negro não pode ser desassociado `as pessoas negras a partir do momento que umas das justificativas para negros serem escravizados é que a sua cor mostrava que eles eram amaldiçoados, pessoas ruins, ou seja, a palavra negro tem um sentido pejorativo, mas foi resignificada pelos próprios negros e hoje vemos com orgulho ser negro.

  • Rafael

    Concordo com o item 2, 9, 10 e 11. O item 13 eu nunca ouvi falar. Os demais considero exagero e até mesmo distorção de significados.

  • Joca

    Quer dizer então que temos que banir o termo negro do dicionário? E cozinha tb? Pomba branca e galinha preta, pode? O negra da noite, o branco da lua?

    Quando se diz que a coisa está presta está se referindo ao negro, preto, escuro da noite. Onde já se viu que se a coisa é preta refere-se a raça?

    O “camarada vermelho” de raiva é uma referência aos russos, preconceito portanto? Amarelou, que é termo corriqueiro para acovardar, é preconceito contra orientais?

    Da cor do pecado é preconceito de raça? Mas… Qual a cor do pecado? Então… Pecado é preto? Achei que fosse vermelho, cor da luxúria e da referência ao capiroto…

    Não é sério esse post, é ?

    Pé na cozinha? Quem faz trabalho doméstico ou é do camdomblé. Faça – me o favor.

  • The rock

    Olá,
    Muito boa a sua matéria, mas sempre tive uma duvida.
    Tenho um amigo que é japonês negro. Nunca achamos algo que definisse a sua real existência e raça. Existe japonês negro ou ele toma muito sol?

    • Stephanie Ribeiro

      Tenho uma amiga que é filha de um homem negro com uma mulher de oriental. Tem traços de ambos, mas pele negra, e como o fenótipo conta muito no Brasil ela sofre várias situações racistas. Ela é negra.

    • xipi

      existe, japoneses de okinawa tem a pele mais escura

  • Ana

    Oi! Sou eu de novo, a mesma Ana que perguntou da Nanda Costa, Luiza Brunet, Paulo Zulu…

    É que acabei de ver no facebook que tem uma polêmica com uma menina que se declarou negra no Sisu. Ela tem pele branca e olhos azuis. Mas tem o cabelo bem cacheadão, nariz negróide, lábios grossos. Numa das fotos do perfil da menina ela aparece com uma irmã negra. Assim, eu vendo diria que ela é branca. Mas eu também diria que a Nanda Costa é branca (morena) e você classificou como negra. E mais, a menina se declarou assim, ela se vê assim. Ontem vi um post no blogueiras feministas que a autora, loira, se diz negra http://blogueirasfeministas.com/2015/01/rostinho-de-boneca-e-loirinha-de-tudo-quem-nao-queria/

    Agora não sei mais se o blogueira feministas é confiável!

    Ai, desculpe parecer burra, mas isso pra mim é muito confuso. É muito importante essa questão pra mim, pois eu mesma já tive vontade de me assumir como negra, de entrar no movimento negro, mas tinha medo de ser rechaçada. Todos os negros que conheço se referem a mim como branca. E foi a partir daí que entendi que sou branca mesmo. Mas eu já sofri racismo. Já fui mal atendida várias vezes por ter cara de pobre (ou seja, pelos meus traços negros). Já fui muito avacalhada por causa do meu cabelo, que é crespo. Mas nunca fui parada na rua por um policial, nunca me olharam como se eu fosse roubar alguma coisa, nunca me chamaram de pretinha, sequer de moreninha… Mas eu tenho ancestrais negros e tenho muito orgulho deles sim, a história do povo negro é minha história também. Tenho duas filhas e uma delas é igualzinha a mim, mas tem a pele um pouco mais escura, tipo a Carla Marins. Posso dizer pra ela que ela é negra? A mais velha também , mas nasceu com o cabelo liso. É a Carla Marins de cabelo liso. Em geral percebo que as pessoas consideram a mais velha branca, por ter cabelo liso. Mas eu não quero que elas achem que são diferentes. Quero que elas se reconheçam como iguais =(

    Gente, como resolve isso? O que define se a pessoa é negra então? Eu quero ser negra, quero usar turbante e dançar ritmos afros, e minhas filhas também, mas não queremos ser chamadas de apropriadoras culturais (agora que eu li mais sobre isso, fiquei triste mesmo com esse conceito).

    Sério, passei o dia todo pesquisando sobre isso e não cheguei a conclusão nenhuma.

    • Stephanie Ribeiro

      Calma querida, vou te mandar um texto que é de um blog que vai te ajudar nisso.

      http://blogueirasnegras.org/2015/01/27/colorismo-o-que-e-como-funciona/

      E sobre a moça ela é branca a Jéssica. Mas a Nanda é negra, assim como a Camila Pitanga. Tem uma outra atriz negra em Alto Astral que tbm é negra, mas tem o que chamamos de passibilidade. As pessoas são embranquecidas para serem aceitas.

    • Alexandre Santos

      Acho que você confundiu algumas coisas, com todo respeito. O “tornar-se” negro não é só você se apropriar de roupas, costumes, ou qualquer outra coisa que se refira a cultura negra: um brasileiro não deixa de ser brasileiro mudando para outro país. A questão é, o quanto você já se viu diferenciada por outras pessoas por ter “cara de pobre” ou melhor, “traços negróides” como você disse? A luta do povo negro não se resume a se apropriar de bens culturais, mas de igualdade de condições, que vão muito além da cor da pelo. Tenho amigos que são claros, muito claros, mas tem parentesco com negros, e sem vêem como negros. Por quê? A discriminação, o preconceito, a diferenciação é menor, mas ao mesmo tempo, existe. Confunde-se sim com uma situação econômica (devido ao longo processo de escravidão e associação do trabalho escravo a uma etnia) e ao mesmo tempo de genótipo (da cor da pele que foi associada com todas as coisas consideradas ruins, na concepção cristã maniqueísta). E se vem dos gregos a tradição do “denegrir”, lembrar que essa mesma civilização teve contados com os egípcios, que eram negros, apesar dos livros mostrarem figuras adulteradas. E outra: os gregos não aceitavam nem estrangeiros como parte da civilização, imagina se fossem diferentes em matéria de pele?
      Podemos não chegar em um consenso, mas se nada do que a autora disse serviu como argumento, vai então um que talvez sirva: sentimo-nos incomodados, então por favor, respeite também nossas opiniões e como nos sentimos. Não acha natural não ser discriminado? Pois eu não, e na boa, quem nunca sofreu preconceito, não vai ter a mesma ideia. E talvez não entenda mesmo essa apropriação de costumes e culturas por alguns, em busca de uma identidade real, de raízes, como todos os que são parentes de imigrantes italianos, portugueses, japoneses fazem, de forma natural. O problema maior da imigração negra, é que foi forçada, espoliada de cultura, negada por vezes, cedida como arranjo de trabalho, e hoje, tenta-se valorizar o que foi negado. Os conflitos de ideias e opiniões aqui, só alimentam ainda mais essa valorização, pois coloca em evidência os problemas, não esconde como na época da “democracia racial” de Sergio Buarque de Holanda e gilberto Freyre, por exemplo. Torço para continuarmos esse debate saudável e necessário.

  • Fiquei feliz agora de ter crescido em um lar que eu não ouvi nenhuma dessas expressões e se ouvi foram tão poucas vezes que nem me lembro

  • No ponto de vista da genética é estúpido dizer que existe uma raça negra, já que apesar da segregação social não existiu nenhum evento de especiação pra que houvesse diferença significativa na genética entre brancos e negros. Não existe raça dentro da espécie humana.

  • kaleb

    Texto parece meio brancophobico. Nao podemos negar fatos da lingua portuguesa. Nem que o maior preconceito de cor eh do proprio negro contra o negro. Vejam so os relacionamentos mais evidentes na midia. Rarissimo casais negros. Prefiro ‘bela mulher’, ‘mulher interessNte’, seja la qual a sua ncor, credo ou oficio. Sou de tracos arabes: moreno, negro, pardo? Numa boa chamar alguem de pardo, parda eh sacanagem! Hehehe

  • Quando abri a postagem pensei que se tratava de uma brincadeira, mas depois fui percebendo que a blogueira estava falado sério. Racismo é um problema social sério, e que precisa ser combatido. Só tenho minhas dúvidas se essa é uma maneira inteligente. Sério que vc acha que vai extirpar o racismo da sociedade fazendo com que a expressão “mercado negro” deixe de ser utilizada? Santa ingenuidade,né?! Sem contar que algumas expressões que a blogueira citou não tem nada a ver. É impressionante a capacidade de se encontrar preconceito e racismo em tudo. Talvez já estejam me considerando racista, simplesmente pelo fato de eu não concordar com a postagem,mas só não acredito que as coisas funcionem de maneira tão simples assim. O preconceito está nas pessoas ,não na língua ou no léxico das palavras, e sim nas condições sociais que os indivíduos se encontram. Racismo é burrice, por tanto deve ser combatido com inteligência.

  • Nerie

    Li vários dos comentários e percebi o quanto estamos atrasados em relação ao que realmente gera o racismo e suas consequências.
    Primeiro, uma raça é denominada pela região que vivemos, até o momento não foi registrado a raça morena, só conheço negro, asiático, caucasiano e por ai vai. Portanto não existe raça morena, mulato é um termo ofensivo, pois os senhores de engenho usavam para distinguir suas escravas negras de pele mais clara, o tom era comparado com o das mulas (daí o termo Mulato). Pardo e preto são termos legais usado por órgãos públicos, porque é legal é certo? Não. No Brasil não existe uma raça única, já sabemos disto. Porem não conhecer suas origens é perpetuar o racismo e desfavorecer toda uma luta. Então, primeira coisa é buscar suas origens, conversem com parentes para tentar identificar ou entender o que mais se aproxima da sua raça. Lembrando que como o rapaz acima “pardo de pele escura” obviamente negro, não se aceita. Vamos fazer o que?? Cada um com sua opinião. Concordo que as expressões citadas aparentemente são quase um ditado popular, entendo que escuro é a falta de luz e claro é luminosidade e que a forma que você diz define se existe uma conotação racista ou não, a questão é desconstruir esta idéia. Exemplo: Inveja branca, foi dito que branco porque é claro é paz, boa. Mas ela vem seguido de um termo pejorativo (inveja), então não podemos associa-la com a cor de um povo oprimido a mais de 500 anos e que de imediato já é associado a algo ruim. Diferente de vc usar o termo, doce branco, bolo branco, chinelo branco, chinelo preto (é só um chinelo não há nada ofensivo nisto). É muita coisa a se explicar, mas como bem disse outra moça ser negro é muito mais que tom de pele, existem negros reproduzindo termos racistas e brancos que respeitam e conhecem toda a história. É aceitação e entendimento e muita , mas muita leitura. E quanto ao turbante, qualquer um pode usar, desde que respeite e entenda o significado do acessório. O que não pode é uma loja como a Farm colocar uma Modelo Branca usando acessórios de uma orixá negra de uma cultura predominantemente negra, cadê a modelo negra??? Isso é racismo e desrespeito.
    No mais é importante saber que cada vez mais nós negros estamos entendendo a origem do racismo que tem nos afetados há anos e iremos continuar desconstruindo isto. A nossa sobrevivência depende disto, não é a toa o processo genocida do povo negro que estamos vivendo no Brasil. Pensem assim, se hoje um policial mata mais negros do que brancos (inocentes), este racismo se iniciou de algum lugar, criança não nasce racista, ela aprende no âmbito familiar, mídia, amigos, expressões como as citadas acima, falta de representatividade do nosso povo na TV, falta de oportunidade e principalmente apoio da população que não vê racismo onde tem e acha que somos todos iguais contribui e muito para tudo isto. Somos todos iguais, mas somos todos tratados com igualdade?? Obviamente que não.

  • Kamila

    Olá meninas, já ouviram falar ? Leiam link que deixei aqui que vai tirar dúvida de muitas de vocês !

    https://www.facebook.com/Feminiciantes/photos/a.230451850495877.1073741828.230165277191201/317761845098210/?type=1&theater

  • Kari

    Stephanie Ribeiro, parabéns por escrever e expor sua opinião no texto.
    Entendo o seu ponto de vista e sei que sua intenção foi de diminuir o racismo. Porem, não concordo com o seu pensamento.
    Seu texto me pareceu racismo contra qualquer pessoa que não é negro. Você está sendo preconceituosa em supor que todos que usam a palavra “denegrir” ou “morena” são racistas. Meu marido que é Japonês me chama de “minha morena” (sim, sou negra) e ele não me não tem a intenção de me ofender.
    O segundo problema, você está se posicionando de uma forma NAZISTA, as pessoas tem o direito de usar a expressão de quiserem assim como você tem o direito de se sentir ofendida quando escuta “DENEGRIR”.
    Outra coisa por ser Japonês meu marido ouviu a vida toda “abra o olho japonês” isso sim é preconceito, não “minha morena”.
    Sugiro que estude melhor a origem das expressões antes de escrever sobre elas. E por gentileza, a próxima vez que você for escrever sobre RACISMO, escreva sobre PRECONCEITO. Preconceito contra o oriental, o índio, o Gay contra a Mulher e assim por diante.

  • kleyton guilherme

    Sou negro sim, não na cor, mas na alma amor a minha origem Negra, potiguar e branca de alma escura, não faz uso dessas palavras com temos pejorativos propagarem em minha vida, mas não nego que o uso a palavra morena (o) com minha consciência em paz por saber que anexo valor positivo a palavra. Acho que a palavra soar a preconceituosa quando você agrega preconceito nela.

  • Maria

    gente, sem querer discordar, mas o fato de alguém ser mulato, não é racismo. A expressão é usada para identificar alguém que é filho de alguém branco e alguém negro. Negar a parte branca da pessoa, e chama-la de negra não seria o preconceito inverso?
    Assim como o termo mameluco é usado para identificar alguém que é filho de um índio e um branco.
    Existe também o termo “cafuzo” que é usado para identificar um filho de um negro com índio.

    O Brasil é um país de misturas e isso é lindo. Usar estes termos só ressalta a beleza desta nossa diversidade.

    • Meire O Silva

      Não existem mais essas miscigenações, pois somos um povo miscegenado. Ótima leitura para entender isso é ler O Povo Brasileiro, do autor Darcy Ribeiro.

  • Kleise

    Gente!! Sempre me foi ensinado que moreno, loiro ou ruivo está ligado a cor do cabelo do individuo e não da sua pele! Para a cor das peles estão: branca, parda e negra.

  • Até concordo com a maioria dos pontos citados. Mas pelo menos uns dois estão bem equivocados aí.
    Mercado negro não é negro porque “negro é ruim”. Mercado negro é aquele que não é feito às claras, que é feito de maneira escondida, no ESCURO onde ninguém pode ver.
    E “a coisa tá preta” pelo mesmo motivo: se tá escuro, não dá pra ver uma saída.
    Denegrir, ao meu ver, também tem absolutamente NADA a ver com tom de pele.
    O ser humano, desde a sua origem enquanto animal, tem medo do escuro e por questões instintivas associa o conceito de escuridão como ruim, em contraponto à luz, que é boa.
    Você tem todo o direito de se ofender com o restante da lista que é, de fato, racista. Mas vamos separar um pouco as coisas né?

  • Thays

    Olá, Stephenie.
    Primeiramente, gostaria de me identificar. Sou branca, loira de olhos verdes (e não me orgulho disso nem um pouco como uns abobados fazem por aí ).
    Segundo, parabéns pelo texto! Mil Parabéns! A maioria das palavras já havia excluído do meu vocabulário, as outras (as quais não tinha reparado no cunho racista) estou excluindo nesse exato momento. Acho muito importante que haja excluindo sua desconstrução. Teve alguém ali em cima que disse que excluindo suas tava rindo muito, pois isso era besteira e que vocês deveriam achar algo mais concreto pelo qual lutar, mas não dê bola, essas pessoas não sabem o que é ser chicoteado até hoje. Precisamos sim tirar essas palavras e pequenas atitudes do nosso cotidiano que são racistas e que ferem o povo negro.
    E, gente, por favor. Cadê a empatia de vocês? Se ela se sente ofendida com esses termos, se ela lá fez uma pesquisa e várias pessoas citaram esses termos como expressões que os ofende todos os dias, quem são vocês para chegar aqui e dizer que o texto é ridículo, que a luta é desnecessária, que as expressões não são racistas? Sério!!!!!! EMPATIA!
    Continue na luta, minha querida! Firme e forte. Saiba que, mesmo não podendo opinar num movimento do qual não participo , faço a minha parte todos os dias (aliás, não é mais que minha obrigação). Saiba que tem alguns brancos (são poucos, mas né. …)aqui que estão do lado de vocês tentando desconstruir o racismo em nós mesmos e nos outros.
    Força! <3

  • Josias

    Eu sou Negro e acho a maioria bobagem. Galera, vamos tratar bem o próximo e fim?

  • MARCOS

    RACISMO É COISA DE IGNORANTE. O CORPO HUMANO TEM VARIAS APARENCIAS.
    O INTERIOR CONTÉM A ALMA DO SER. A ALMA É ESPIRITUAL. SÃO TODAS IGUAIS.
    UM FIO DE ELETRICIDADE SE APRESENTA DE VARIAS CORES. VERMELHO, PRETO, BRANCO, VERDE, AMARELO E ETC., MAS O INTERIOR (COBRE) É IGUAL.
    O BRANCO É MAIS EFICIENTE DO QUE O VERMELHO OU AZUL? DE MANEIRA NENHUMA. TODOS SÃO DE COBRE. ASSIM É O SER HUMANO. O FIO TEM QUE CONDUZIR ELETRONS COM EFICIENCIA E ALMA HUMANA TEM QUE CONDUZIR O AMOR DE DEUS COM EFICIENCIA EM TODAS AS CORES.

    • Meire O Silva

      Perfeito!

      • Meire O Silva

        Mas quem sofre racismo é considerado pior diante das diferentes cores. E isso dói.

  • Pingback: Boca fechada não entra racismo: 13 expressões racistas que devem sair do seu vocabulário | Catraca Livre()

  • Pingback: Em boca fechada não entra racismo: 13 expressões racistas que devem sair do seu vocabulário | Catraca Livre()

    • Meire O Silva

      Já fiz a leitura. Sempre pertinente.

  • Pingback: Boca fechada não entra racismo: 13 expressões racistas que devem sair do seu vocabulário | Trilha Mundos – Cooperativa de Projetos e Serviços Socioambientais – 61 8138-5888()

    • Meire O Silva

      Okay.

  • Livia

    Oi. Meu pai é negro e minha mãe é branca. Eu nasci branca, de olhos claros, mas cabelos bem crespos e tenho traços negros. Isso nunca foi uma questão pra mim até eu me mudar para o sul e amigos me verem com a minha família. Piadas como: você é filha do leiteiro ou você é adotada, são bastante comuns. Eu não tenho quase nada parecido com a minha mãe então nunca levei essas coisas a sério, porque a semelhança com o meu pai e com o resto da família é bastante evidente. Mas vivo num limbo, porque sou diferente. Meu cabelo por exemplo é muito crespo, por anos eu alisava. Agora que resolvi aceitá-lo, até porque agora descobri como cuidar e tratar, escuto críticas de pessoas que acham que eu estou querendo “roubar” o visual negro. É como se eu não tivesse identidade

  • Marcelo

    A 12 e a 13 eu nunca tinha ouvido. Nunca ouvi também a um dessa forma. Ouço e uso “amanhã é preto na folhinha”, que quer dizer, dia de trabalho, já que se fosse feriado, seria vermelho (nenhuma conotação racial). Quanto à palavra mulata, ou morena, acho normal o uso quando de fato a pessoal o é. Negro é negro, branco é branco e moreno é moreno. Achar que a palavra é ofensiva é racismo (às avessas).

  • Leandro

    O racismo está na sua mente, não em suas palavras. Palavras só tem valor negativo ou positivo se baseando no contexto em que estiverem sendo usadas.

    É o que penso. Racismo é feio, assim como injúria racial e qualquer injúria em que se diminua o indivíduo, por suas diferenças ou “defeitos” em comparação a outros. (A não ser desvio de caráter, isto sim torna alguém menos digno e diferente).

    Respeito opiniões, mas todo mundo sabe quando está ofendendo alguém. O que não rola é ficar se policiando o tempo inteiro com medo de alguém interpretar o que diz da forma como quer e se sentir ofendido por ter baixa auto estima.

  • Pingback: Em boca fechada não entra racismo: 13 expressões racistas que devem sair do seu vocabulário - Geledés()

  • Rodrigo

    Os esquerdistas sempre querendo mandar na vida das pessoas, querendo empurrar goela abaixo dos outros o que eles acham certo ou errado. Deixem as pessoas viverem como elas querem e falarem o que elas quiserem!! Tenho certeza que 99,999% das pessoas que usam a maioria dessas expressões não as usam com conotação racista, mas vocês querem botar luta de classes em tudo!! Não sei quem são piores no sentido de quererem ser babás dos outros, os esquerdistas ou os conservadores…

  • Rogério

    As expressões não têm significado por si próprio, os contextos de uso é que as definem, que as dão significado. No mais o, o texto é instigante, mesmo sendo persuasivo, por isso do debate nos comentários. Um país pluri, visões pluri!

  • Rafael

    Acredito que a expressão “Mercado Negro” não ligue o Negro a algo pejorativo… mas sim a atitude nojenta e absurda do comércio de escravos no Brasil…. o que era, essencialmente, uma atividade exercida por brancos…. acredito que seja uma expressão que associa o ruim à escravidão e não aos negros. Não é uma leitura valida?

  • Allisson

    Achei interessante o fato da autora escolher a dedo as perguntas que quer responder ou replicar. Contra fatos não há argumentos e ela prefere ficar quietinha nesses casos. Denegrir do gregro, nenhum comentário. A coisa ta preta, luz e trevas, bem e mal ausência de luz e menhum comentário. Mercado negro, novamente luz trevas, não é praticado a luz do dia.

    A ideia da matéria foi boa. Já a fonte deixou a desejar. Não li em lugar nenhum de onde as explicações foram colhidas. Mas acredito que da cabeça da autora, infelizmente.

  • Brutus

    Concordo com eliminar expressões de conotação racial, mas nem tudo que é branco vs preto tem a ver com cor de pele. “A coisa está preta” ou “um futuro negro” se referem à escuridão em contraposição à luz, não acho saudável achar que se mencionou a cor preta com conotação ruim já tem a ver com cor de pele.

  • Meire O Silva

    Moreno ou morena não é o contrário de louro ou loura? E ambos podem ser brancos ou pretos (e não negros, as cores são branco e preto). Entendo assim, faço a interpretação correta?

  • Edson

    Me desculpem, não sou racista, meus melhores amigos são judeus, negros e nordestinos, mas acho muito exagero o que tenho visto de uns anos para cá. O Brasil é um país mestiço e eu sou branco, muito branco. Desde criança ganho apelidos, alguns nocivos. Qdo vou a praia todo mundo faz piadinhas, ou quando coloco uma bermuda e saio pela cidade ouço piadinhas como: “Vc está de meia 3/4?? ” , Estranhos na praia me olham como se fosse um extraterreno ou meninas morenas passam segurando o riso. Não sou racista, nunca fui, acho incabível alguém ser julgado e motivo de piadas pela cor da pele, mas esse politicamente correto e exagerado, fomenta, alimenta o racismo , isso sim! Confesso isso uma chatice praticada principalmente pelo pessoal de esquerda e seu discurso de igualdade e no fundo são racistas, preconceituosos e só aceitam aqueles q pensam como eles e qdo chegam ao poder a suposta igualdade, seja ela qual for, vai as favas. Falei!

    • Lourds Mary Kennedy

      Rapaz, se as piadinhas te ofendem, defenda-se. Agora tenho certeza de que nunca na sua vida alguém te mandou entrar pela porta de serviço ou te confundiu com o faxineiro por causa das suas meias 3/4.

  • Tôni D’Almeida

    Gostei da matéria e principalmente de alguns sábios comentários! Discordo de alguns pontos de vista.

    O fato de alguém autodeclarar Branco ou Negro NÃO é suficiente para torná-lo tal, mas se faz necessária uma combinação (e variação) entre Cor de pele e Origem Étnica. Portanto não é Branco aquele Pardo que se diz Branco, nem é Parda aquela Negra que se diz Parda. O que ha aí é uma forma racista e autoPreconceituosa na própria autodeterminação. Culpa da mídia por vezes!

    Morena NÃO é Negra clara, é Branca do cabelo escuro.
    Tanto MORENA quanto LOIRA NÃO se referem à Cor nem ao Tom da Pele, mas ao Cabelo.

    Cientificamente existem:
    Negro, Pardo, Mulato, Cafuzo, Índio, Caucasiano (Branco), “Oriental” etc.

    Tenho Conhecimento de que, no passado, associaram ERRONEAMENTE Luz ao Branco e Trevas (ausência de luz) ao Negro.

    Quem disse que toda Luz é Branca?!
    Exitem luzes amarelas, azuis, vermelhas etc.
    Exp.: O pôr-do-Sol é alaranjado, e NÃO branco.

    Quem disse que a ausência de Luz é Negra?!
    A ausência TOTAL de luz NÃO tem cor, nem é “vista” (empiricamente), sequer reflete aos olhos. Portanto NÃO é negra!

    Caros leitores, a Luz provoca CLARIDADE, e não BRANCURA.
    A ausência PARCIAL de Luz, não ENEGRECE, mas ESCURECE o TOM da Cor utilizada.
    Exp.: Azul escuro e Azul claro; Verde escuro e Verde claro.

    (!) Alguém aí ja viu tais cores?
    Exp.: Verde Branco? Verde Preto?
    Azul Branco e Azul Preto?

    “Claro” e “Escuro” NÃO são Cores propriamente ditas, mas adjetivos que se referem ao Tom das Cores.

    Portanto não havia Racismo nas expressões medievais. Nossa Cultura e nossa mídia [é que] GERALMENTE são Racistas.

    É plausível (Sim!) que nos policiemos para evitar expressões camufladamente Racistas ao nosso quotidiano, principalmente na Educação de nossos Filhos.

    Repreendam se algum amigo utilizar tais expressões com teor Racista!

    Mesmo que um amigo (na condição de Negro ou Pardo) não se sinta ofendido com tais expressões, insistam em ensiná-lo que as citadas expressões são (sim!) uma forma camuflada de Racismo!

    Reeduquem seus Filhos a repreenderem o Racismo!

    Sou contra qualquer forma de Preconceito:
    Machismo, Racismo, Homofobia, Geriofobia.

    Acredito que todo Preconceito advém da subcultura e da Ignorância.

    Na minha visão:
    PRECONCEITO é a ausência (total ou parcial) de CONCEITO sobre algo/alguém, o que nos leva a estabelecer ERRONEAMENTE um
    CONCEITO PRÉVIO (Pre-Conceito)
    e finalmente um Preconceito.

    A melhor arma contra PRECONCEITO chama-se CONHECIMENTO.

    Estudem,
    Leiam mais,
    Reflitam antes de Falar algo sem conhecer o Assunto.

    Espero ter ajudado-vos a sanar algumas dúvidas!

    Tôni D’Almeida

  • Tôni D’Almeida

    É Lamentável que ainda haja pessoas que acham bobagem essa “luta” por tirar de nosso quotidiano as palavras com teor Racista!

    Concordo que existem expressões que ja entraram no uso popular. Mas nem por isso somos obrigados a conviver com elas.
    Podemos e DEVEMOS (Sim!) aboli-las ja! Substituindo-as por equivalentes adequadas:

    “A coisa ta PRETA”
    por
    “A coisa está DIFÍCIL”;

    “Mercado NEGRO”
    por
    “Mercado PARALELO”
    ou
    “Mercado CLANDESTINO”
    ou ainda
    “Mercado ILEGAL”;

    “Uma fase NEGRA da vida”
    por
    “Uma fase DIFÍCIL da vida”
    ou ainda
    “Uma fase NEBULOSA da vida”;

    Em vez de determinar a pessoa por: MORENA, BRANCA ou NEGRA,
    que tal chamá-la por:
    a de CAMISA AZUL,
    a AMIGA DE FULANO,
    o PRIMO DE BELTRANO;

    Em vez de a moça de CABELO CRESPO
    por
    a moça de CABELO LONGO ou
    a de CABELO CURTO etc.

    Ou melhor… chamar pelo NOME DA PESSOA!

    Não importa que um amigo nosso não se incomode com expressões racistas. Devemos MUDAR o hábito, porque Racismo é Errado, Imoral e é Crime! Sem contar que encontraremos muitas pessoas que vão (Sim!) se sentir incomodadas.

    Quem acha bobagem, Recomendo que:
    Reflita um pouco mais seus atos,
    Leia mais,
    Estude um pouco mais,
    Conheça o Código Penal Brasileiro e leia a punição pelo ato Racista.

    Seria muito bom se as pessoas:
    se respeitassem,
    vivessem em harmonia,
    descobrissem que
    a Cor da Pele e a Textura do Cabelo
    NÃO tornam SEQUER UMA pessoa
    melhor ou pior do que outra.

    Recomendo que conheçam a DEUS!

    Conheçam a Bíblia. Comecem pelo Novo Testamento.

    … No Livro [o Evangelho segundo] Mateus (contando a história de JESUS), certamente vocês encontrarão Respostas que MUDARÃO sua vida… Para MELHOR!

    (podem apostar que sim!)

    Se não puderem Ler um Capítulo por dia, não tem problema… Alguns Versículos por dia ja trazem Luz e Paz ao nosso quotidiano. Mas se faz necessária a Leitura Sequencial e Completa, e não Aleatória. (Fica a dica)

    Outra dica é anotar o que entendemos e
    Ler mais outra pessoa. Pois Duas/Tres cabeças entendem mais do que Uma (geralmente).

    Quem ama a Deus sobre tudo e todas as coisas NÃO praticará Racismo nem outros tipos de Preconceito! Pois, assim, amará o próximo como a si mesmo. (Tudo a ver)

    Mudei o tema do meu comentário para explicar que:
    o Racismo é falta de amor ao próximo;
    a falta de Amor é a ausência de DEUS no coração de alguém;
    a falta d’ELE é como se o seu talonário de cheques em branco caísse na mão de alguém desonesto.

  • Dynara

    Existe uma diferença entre Preto e Negro. O 1º,preto é cor: vestido preto(pertinho básico). É o 2º, negro é tipo etinico ou seja designa pessoas e seus descendentes de pele negra. Deste modo quando se diz ” a coisa tá preta” é referente a cor e não o tipo étnico assim como em ” inveja branca” refere-se a cor e não ao tipo étnico.

  • Otaviano

    Ser negro(a) no Brasil é também uma questão de consciência e uma questão política. Se vc tiver a pele clara e ascendência negra, vc pode fazer a opção política de se considerar negra(o), é óbvio, com a condicionante que uma opção política não é só questão de conveniência, não é só fingir que se é negra(o) numa escola de samba ou quando o ambiente pede isso. Tem que ser 24 horas por dia, sete dias por semana. Menos óbvio é que existem pessoas que, mesmo tendo a pele escura, também precisam fazer a opção (política) de se considerarem negras.

  • Luciano

    Acho que daqui uns tempos o homem se tornará monossilábico (sim) (não)

  • danilo

    esse foi, seguramente, o texto mais imbecil e sem pé nem cabeça que eu já li em toda a minha vida

  • Pingback: Tire O Racismo Do Seu Vocabulário: 13 Palavras E Expressões Para Parar De Falar Já | mode.fica | Um novo jeito de comunicar moda e estilo de vida. | xykosanto()

  • frederico

    Um texto no mínimo precário. O Brasil é um país racista. É redundante dizer, mas nunca é exagero repetir. Sim, racismo em grande parte enrustido. O que é tão destrutivo quanto o racismo explicito que vimos em outras sociedades. Agora, não simplesmente por defender uma luta extremamente necessária devemos aceitar sem críticas textos pobres e de argumentação respaldada em senso comum como este. Falta de conhecimento linguístico (não quanto ao domínio normativo da língua – coisa pra qual eu particularmente diria fodase – senão aos processos sincrônico e diacrônico na formação de um língua), sociológico e antropológico não acrescentam muito à uma discussão que obrigatoriamente passa por essas áreas do conhecimento. A dicotomia, luz – escuridão, contida em alguns termos citados no texto foi bem abordada nos cometários. Os termos explicitamente racistas não são usados desavisadamente pelas pessoas, são a manifestação duma cultura racista. Evitar palavras não faz ninguém deixar de ser racista, homófobo, xenófobo. A discussão sobre expressões e termos que carregam preconceitos, ou não, é de evidente importância, mas tratada de maneira desaprofundada e sustentada por impressões arbitrárias como: “isso ofende, isso não ofende, o mais correto é dizer ‘assim’…” não tem nenhum valor sério na luta contra as construções sociais da ignorância, os preconceitos. Senso comum não é arma pra nenhuma luta justa, é uma das munições que alimentam as injustiças.

  • Roberta

    Polêmica total!!! Acho que classifica pela genética. aabb /AABB/aABB e por aí vai. Mas né? Que diferença faz??? Em pleno 2015 é muito cafona racismo ou qualquer classificações que em nada interferem no caráter de uma pessoa.

  • Patricia

    Sou branca mas minha bebe muito mais do tipo branquela, minha cunhada é negra mas minha sobrinha não. É a morena da tia, a neguinha do tio, de cabelo todo cacheado mas talvez nao seja afro, mas quem sabe seja duro, o meu as vezes é duro. Gente serio, as vezes ( claro que tem excessões) o racismo está mais em quem ouve.

  • Luiz Neto

    Ok, mais acredito que está muito mais ligado ao fato de como você se sente em relação a essa conotação. Acredito que dentro de um sociedade que vive as margens da hipocrisia distinguir quem você é pelo seu tom de pele é o crime. A negação da raça e de que maneira você se comporta com relação a ela, uma amiga Negra, Africana que veio estudar comigo me fez notar um realidade que nunca percebi: a maneira como o negro brasileiro trata o igual, ele criminaliza em alguns momentos, segrega em outros… falta uma identidade de afirmação como tal no nosso país. Assim como falta um pensamento comum sobre nossa nação. Acredito que a segregação do passado ficou no passado, que quem tem a insegurança de utilizar termos pelo medo de tornar eles racistas, sentem na verdade um peso de toda esse histórico mais que partem de um sentimento pessoal. Parem de agir de maneira racista, não tenham medo, o racismo está em como você encara o outro e não no seu vocabulário.

  • Alex

    No Brasil existe esta dificuldade, eu trato da seguinte forma passou de meio dia é tarde, ou seja se não é branco é negro.PS sou negro.

  • Fernanda Fonseca

    Sinceramente, eu quero o direito de ser chamada de morena e acho superdelícia quando um casal chama um ao outro de nego/a <3. Algumas coisas fazem muito sentindo, agora, outras… afff a galera quer destruir tudo o que uma língua e sua cultura molda sem ao menos ir a fundo em estudos linguísticos e históricos, só pra entrar na dança do politicamente correto… Faça-me o favor. Nem sempre a dualidade branco e preto refere-se a cor da pele das pessoas. Existem as cores, como elas são formadas fisicamente… etc.

    • Sol

      Concordo com você Fernanda…quando se diz: “a coisa está preta” , eu pelo menos, me refiro a algo que não dá para enxergar, está escuro…e o escuro não é racismo (o escuro do outro lado do túnel)(o lado escuro da lua). Por outro lado negro é etnia, preto é cor…dai alguém chamar com carinho seu amor de nego e outros 500…eu posso chamar o meu de rosinha, eu chamo minha filha de meu ceu azul, por exemplo…tem coisa que acho muito exagero

  • Sugiro que algumas pessoas que queram entender a origem das palavras no real como foram criadas, falar de raça, cor e etc, LEIAM O LIVRO “ESPETÁCULO DAS RAÇAS” Lilia Moritz DE SCHWARCZ, E SAIAM DA IGNORÂNCIA E PAREM DE FALAR O QUE NÃO SABEM.

  • Cristiano
  • Cristiano

    Por falar nisso, será que a gente tem que parar de usar o verbo “Esclarecer”? Tornar algo claro é racista?

  • Gabi

    Se o Cara é negro qual o problema de ser chamado de negro e se branco qual o problema, isso é só cor de pele, o que vale e o caráter.

  • Cara, estão querendo achar coisas onde não há… tira então, o “branquinho/liquipaper” das escolas, mude a cor da fumaça do Vaticano para a não eleição de um novo papa, mude o nome dos doces, mudo o nome do Mar Negro. Pelo amor, é cultura, sempre usei muitas dessas expressões e nunca vi racismo nelas, assim como as pessoas a minha volta. Acredito que o racismo diminuirá quando pararem de ver racismo em tudo.

    • ana paula

      Ta bom viu Michel Souza. Racismo diminuirá quando pessoas com pensamentos igual o seu não existir neste mundo.

      • Ao Seu

        “Amanhã é dia de branco” e “Barriga suja” (Deus que me livre) são expressões que eu nunca ouvi, mas são indiscutivelmente absurdamente racistas. “Nasceu com um pé na cozinha” e “Serviço de preto” são expressões extremamente racistas, conceitualmente pejorativas, e há muito não fazem parte do meu vocabulário, nem de ninguém com quem convivo, aqui em Curitiba, apesar de ter crescido ouvindo-as. Minha filha, por exemplo, nunca sequer as ouviu.

        “A coisa tá preta”, “denegrir, “mercado negro” e “inveja branca” fazem menção ao preto, à cor negra, não da pele humana, mas, sim, a um dos dois extremos do espectro de cores, indicando treva, ausência de luz. A cor negra está no extremo oposto do branco, que indica luz. A presença de luz, você sabe, é boa porque somente com ela somos capazes de enxergar. A falta dela é ruim. Essas quatro são expressões que não fazem menção, nem de longe, a afrodescendentes. São expressões que nunca foram racistas.

        • modefica

          aprrove

  • Mestre Jeronimo

    Portanto,
    sem querer tirar o merito da ‘chamada’ educacional que pode ta incluido
    no que a autora Stephanie Ribeiro promove no assunto eu prefiro pensar e
    agir na direcao da EDUCACAO, e, promover pra EDUCAR em geral e sem
    ficar “eudeusando” so pra um lado da moeda – que na hora que “passar na
    frente” do “outro” (Ser) acaba fazendo na mesma atitude de igual ou pior
    estado racista e opressor.

    O
    racismo existe em geral na nossa sociedade de nativos humanos – que ja
    se discrimina ignorantemente rotulando outros de “indios”, “ciganos”,
    “barbaros”, “galego” etc.

    Pois,
    por seculos nao somente os ditos “brancos” subordinaram os ditos
    ‘pretos’, mas, quem “ta por cima”, feito os Astecas e Maias, por ex,
    antes de serem ‘subjugados’ pelos invasores europeus espanhois e outros,
    se assassinavam e subjugavam-se a si proprio (aos de sua propria etnia)
    em nome de ignorancias de religiao, feito fizeram a ainda vivem se
    fazendo os europeus, arabes, chineses, japoneses, africanos,
    brasileiros, etc.

    Essa
    chamada feita pra acabar com certas expressoes ‘racistas’ acaba se nao
    tomar atencao e’ inserindo ate mais racismo se ficar somente apontando o
    dedo pra um lado… da rua – (the dark side of the… )? . —-
    Precisamos nos educar e re-educar, em geral. E, ate concordo que podemos
    a partir dai reciclar certas palavras e expressoes que podem conter uma
    atitude de racismo.

    Ate
    la, temos que ja pensar em se preparar pra aceitar que muita coisa do
    cultural e artistico vai tambem sofrer ou mudancas, ou ter que deixar de
    existir. Sera que vai da pra viver sem samba, frevo e carnalval??

    Sem
    contar que pra capuerar, essa atitude vai entao ta 100% de encontro com
    o que promove pra acabar o racismo de preto X branco, e entao… ja nos
    basta os “evangelicos$$” (em geral) inventando-se de fazer (comercio)
    na Roda, da vida, querendo eliminar certas atitudes, musica,
    instrumentos, etc, do que na cultura do nosso ritual ( e desporto) estao
    sedimentados.

    Dai, quando o Mestre Suassuna ladainha: se nao fosse a
    escravidao nao existiria a capoeira. Ate ai… se interpretar somente
    pra um lado… o JOGO nao vai poder mais pra voltar pra “tras”, e, pra
    ir pra frente tendo qualidade de vida, se estiver educado poderemos
    cantar ate de nossa escravidao sem estar se sentindo discriminado, mas,
    educado fica (vive) consciente do proceso que faz parte do legado da
    nossa historia, e, que nos serve de exemplo pra poder nos evoluir.

    Axe’!

  • Vania Oliveira

    “Quem tem sua boca fala o que quer” Já dizia a minha saudosa avó. E eu completo: quem tem em sua pele sabe o que sente. Sendo assim, não aceito ser comparada como excreto social, estou cansada de ver a minha imagem ser relacionada com algo inferior e o pior é perceber que apesar de estarmos em entro momento em que, as pesquisas apontam e as denuncias acusam, existem pessoas capazes de negar a existência e persistência do racismo. O fato é que a história só foi reeditada e diferente dos EUA o racismo brasileiro é mascarado dissimulado. Bom, Seu moço! eu nasci humana e foi você que classificou como negra e hoje quando me defendo e denuncio eu sou problemática? Cometo racismo ao contrário? É por isto que sempre que possível e preciso irei DENEGRIR MINHA IMAGEM E AFIRMAR MINHA IDENTIDADE DE MULHER, NEGRA, CONSCIENTE E ATENTA A TUDO E SEMPRE SE ATUALIZANDO E SE ADAPTANDO, para que não me deixe enganar por esta utópica viagem de democracia racial. Parabéns Stephane Ribeiro! São trabalhos como este que precisam circular para que seja possível abrir espaços para este necessário debate.

  • Gonçalor Junior

    Eu posse falar a frase “me deu um branco”?

  • Flora

    Que matéria preconceituosa!!! E mal escrita (por ex.; 8- “Morena”, “mulata” (por VIR seguidos de tipo exportação / mesmo, e no tudo está incluso desfazer, assediar, MALTRATAR, etc, etc. ). A pessoa que escreveu não fez pesquisa, apenas deixou seu próprio preconceito correr solto. Pois vejam só: sou branquela, de olhos verde azulados e cabelo mais para o liso, porém de fios muito grossos. Sou chamada de “galega”, “branquela”, “polaca” e faço piadas sobre mim (do tipo “sou a mulher-coalhada, ou seja, branca, mole e azeda”).
    Não suporto esta gente metida a julgar qualquer termo como preconceito e discriminação, mas também não suporto humilhação seja com negros (para bem explicar: quem é da raça negra e não necessariamente pretos), amarelos, vermelhos, brancos e suas respectivas grades de cores devido à miscigenação. Sinto uma preguiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiça monstro desse papinho. Tive uma colega de trabalho, negra, que colocou um poster imenso na parede ao lado de sua mesa divinizando a mulher negra. Então sugeri que todos nós, da mesma sala, colocássemos os nossos. O meu seria, sem pensar duas vezes, a foto gigante de uma maria-mole, que é branca, mole e doce. Mas o correto mesmo é que todos colocássemos simplesmente: “SOU GENTE”.

    • Diego

      Uma coisa é uma mãe brincar com o filho, chamando-o de “meu pretinho”, outra coisa é um negro ser humilhado pela PM, sendo abordado na rua sendo chamado de preto, com ar de desprezo.

      Se alguém te negar um emprego e você ouvir depois a pessoa cochichando para outro: “eu não vou contratar esta maria mole nojenta”, duvido que você se sinta feliz.

      Mas, a questão maior é, embora você não goste, você é branca, está em uma situação de privilégio social, basta esquecer o que ouviu e procurar outro emprego, pois aquilo é problema isolado de um patrão idiota.

      No caso do negro é diferente, não é apenas um PM, um patrão, um professor, um colega de sala que o despreza por sua cor. É uma situação tão naturalizada que o racismo se manifesta e as pessoas nem se dão conta.

      Na escola, muita menina goza a colega negra por ela não ter o cabelo liso, etc. Mas na visão delas não é racismo, é apenas zoeira. E a própria menina ao invés de ter orgulho de seu cabelo, vai escrever cartinha para Papai Noel pedindo uma pranchinha no natal.

      O racismo na nossa sociedade é tanto que uma pessoa negra precisa de um dia para ser orgulhar de ser negra, para se lembrar que apesar de ser tratada como lixo por muita gente, o negro precisa se valorizar, pois também tem seu valor e não é inferior a ninguém.

      Claro, se ignorarmos todo este contexto social, vai parecer que o orgulho negro é o novo vilão racista e que um negro erra ao não ser tão bem humorado quanto você e rir de sua própria condição.

      • Tina

        Não sou de responder, mas quando vejo esse termo RACISMO REVERSO me dá asco! ASCO! RACISMO É RACISMO! RACISMO NÃO TEM COR!
        Quando você chama uma pessoa branca de branquelo azedo É RACISMO! Quando você chama um asiático de arroz frito, pastel de flango É RACISMO! Chamar o índio de camarão, queimado, segunda pele, É RACISMO!
        Se esse termo só servir para negros, lutemos pela mudança na nomenclatura “Pretismo” (usando a palavra “preto” mesmo, já que o IBGE que nos classifica dessa maneira, pretos, brancos, amarelos, vermelhos, pardos…)
        E só pra constar, geneticamente e biologicamente o termo de “raça” pra etnia é a maior representação de PRECONCEITO da sociedade. Raça não existe, temos o mesmo DNA. Enquanto vocês continuarem segregando as pessoas pelo que elas aparentam sempre existirá isso.
        Tenham orgulho da cor de vocês independente da entonação que usem, pois ela carrega toda a sua história.

        • Diego

          Eu não sou de responder, mas quando vejo este termo nazismo me dá asco! ASCO! ASCO!!!!

          Eu acabei de dar uma de louco, afinal você não usou a palavra nazismo….

          Pois bem, estou agindo da mesma maneira que você, afinal, diz em uma resposta direta a mim que fica enojada quando vê o termo “racismo reverso”, como se eu tivesse usado tal palavra, mas relendo o que escrevi naquela época não há qualquer menção a isso.

          Se você não entendeu o que eu disse, leia com mais atenção e medite um pouco sobre as palavras, esse simples gesto ajudará você a desbloquear seu cérebro e pensar um pouco antes de escrever impropérios.

          • Lucas Quintanilha Celestino

            Diego, acho que ela só respondeu ao comentário errado.

          • Diego

            Eu também tinha achado, por isso antes de responder li os comentários anteriores e posteriores, e quando não achei o termo “racismo reverso” lhe respondi.

          • Beatriz

            Teve sim, Diego. O Mozer acima de você usou o termo racismo reverso. Você só falhou em ler com mais atenção. Ela cometeu um erro bobo de responder à pessoa errada e você se revoltou em razão de nada.

          • Diego

            Estou checando aqui. No celular, onde respondi, o comentário do Mozer não aparece pra mim. Aqui no PC sim.

            Se tivesse visto não teria respondido.

            Mas, meu comentário não foi de revolta não, se prestar atenção, vai poder perceber que apenas respondi no mesmo tom e que inclusive explico que usei tal forma para gerar nela o mesmo espanto que tive.

            O comentário dela foi revoltado e dando carteirada e retribui a gentileza 😉

            Mas convenhamos, será mesmo que é bobo alguém que entra com dois pés nos peitos no meio de uma discussão como ela fez? Agora que estou lendo aqui o comentário do Mozer, ele estava tão educadinho na fala dele…

          • Diego

            ela cometeu dois erros.

            Um bobo, de responder no lugar errado, que é o de menos.

            E outro que não tem nada de bobo, o de responder de maneira estúpida um comentário super de boa, como foi o do Mozer. (agora consegui ver aqui no PC, acho que na época a mensagem dele não apareceu no celular )

            De resto não me revoltei, não. Apenas dei um control+c control+v na mensagem dela e
            substitui algumas palavras, por uma questão simplesmente retórica. Como o texto dela usou caixa alta e palavras grosseiras, o meu ficou parecendo revoltado também.

    • Mozer Farias

      Flora, entenda, não existe racismo reverso. Você deve ter sofrido piadas pela sua cor, mas é brutalmente diferente de sofrer racismo por ser negro. É só dar uma olhadinha na história de nosso país e ver como se construiu as relações com os negros, de pessoas escravizadas a libertas, mas sem políticas públicas que lhe tirassem da situação desfavorável. nossa cor e tudo o que diz respeito às pessoas negras, como religião, sexualidade, reduzido acesso à universidade, amplo número na população carcerária, desvalorização da estética, tudo o que vc nunca saberá o que é. Isto justifica a sua preguiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiça monstro a esse papinho. Mas o que lhe causa preguiça em debater, felizmente na população negra tem sido razão para estudo, debate, autovalorização e empoderamento. Aceite-se enquanto racista que fica melhor de combater!

    • Ro Oliveira

      Pois tu sabes Flora que uma boa aula de história brasileira e as consequências deste passado para a população afrodescendente daria jeito nesta tua preguiiiiiiiiiiiiiça de reconhecer as injustiças sociais que este grupo sofre?

  • Pingback: Portal "O LÁBARO" – Língua, racismo e outras coisas perigosas()

  • Rafaela

    Olá.
    Estou fazendo uma pesquisa da faculdade e em meios aos tantos textos li o seu. Gostei, porém há umas coisas sem sentido e creio eu que muita coisa não é racista ai, associa-se a coisas ruins, mas não há um pensamento racista como ”a coisa ta preta” ou ”mercado negro”. Já de duas ou três frases sim, há um pensamento racista por trás e eu não tiro sua razão.
    Não estou escrevendo isso com um intuito de ”vcs acham que tudo é racismo” ou ”racismo não existe” até pq eu sei que existe e o quanto isso dói, assim como qualquer tipo de preconceito.

    • Horacio Bastos Machado Zumbi

      “mercado negro” …era o nome dado ao comercio de escravos , e quando foi proibido se associou a conotação de mercado proibido…

  • Valeria Ribeiro

    Tem muita gente aqui que não tem CORAGEM pra assumir que é racista e preconceituosa…

  • Lia Barros

    Eu tenho uma dúvida, o termo “mulata(o)” quando estou me referindo a uma pessoa filha de mãe negra e pai branco ou vice versa, está errado?

    • Pri

      Sim, o termo ”mulata” ofende muito viu.
      Palavra de origem espanhola, feminina de “mulato”, “mulo” (animal íbrido, resultado do cruzamento de cavalo com jumenta ou jumento com égua). As palavras “mulato” e “mulata” foram usadas de forma pejorativa para os filhos mestiços das escravas que coabitaram com os seus senhores brancos e deles tiveram filhos.
      http://www.dicionarioinformal.com.br/significado/mulata/1152/
      Entende-se ”coabitaram” como, as escravas eram estupradas. E além disso algumas pesquisas dizem que esse termo surgiu também porque os senhores brancos não tinham relação sexual com as mulheres negras ”de frente” então abusavam delas na posição da mula.

      • Rúbia

        Chocada com essa resposta! Eu não conhecia a explicação do termpo “mulato”. Uau!! Que absurdo!

        • Vamos pensar: O tom depreciativo da associação original é indiscutível e facilmente explicável pelo racismo escancarado de uma época escravocrata. O que cabe discutir é se vale a pena condenar o vocábulo por causa disso.

          Fazê-lo significa manter artificialmente vivo na língua de hoje um parentesco praticamente esquecido, além de ignorar os novos sentidos – alguns deles francamente positivos, como o da exaltação da miscigenação – que foram se colando com o passar do tempo ao termo “mulato(a)”.

          Não tenho a pretensão de esgotar o debate, mas lembro que não são poucas as palavras que, hoje vistas como inatacáveis, têm origem escusa. O singelo substantivo “rapaz”, por exemplo, é um parente etimológico do rapto e da rapina e nasceu com o sentido de “ladrão, salteador”.

    • Horacio Bastos Machado Zumbi

      Não esta errado…vc esta apenas usando um termo racista…sabendo ou não…o objetivo é te informar que esses termos são de origem ou foram e longa escala usados para perpetuar o racismo…se vc quiser se manter usando esses termos não esta errado e sim vc estará causando danos e é importante que vc saiba o porque disso…

    • Diana Gois

      “Palavra de origem espanhola, feminina de “mulato”, “mulo” (animal
      íbrido, resultado do cruzamento de cavalo com jumenta ou jumento com
      égua). As palavras “mulato” e “mulata” foram usadas de
      forma pejorativa para os filhos mestiços das escravas que coabitaram com
      os seus senhores brancos e deles tiveram filhos.”

  • Roccondil

    Quero ver provar a etimologia de cada palavra, se realmente a origem de todas elas remete a algo racista. Topa?

    • Leonardo C de Azevedo

      Nao precisa. O que importa nao e a intencao, ou a origem, mas a interpretacao. Enquanto todos as palavras que remetem a negro forem interpretadas negativamente, isso sera sim um reflexo do racismo. Racismo nao precisa ser mal-intencionado para causar danos.

      • Niobe S

        Claro que tem que ser provado sim. E se a autora tirou tudo isso sabe-se lá de onde, somos obrigados a aceitar? Somos seres pensantes e questionadores, não somos gado para sermos guiados por qualquer um.

  • Fernando diniz

    essa expressão é tradição onde moro,quando alguém branco tem filho com negro ,e o filho nasci escuro,não claro, fala-se que a mãe tem barriga suja!,pois não teve a’ sorte’ de ter um um filho branco!

  • Andre Campos Mesquita

    “Denegrir”? Será?

    Se admitirmos que o sentido que uma palavra tem é o seu uso,
    eu não vejo pessoas usando essa palavra em um contexto racista. Até porque a
    maioria das pessoas não sabe a origem etimológica de uma palavra. Eu mesmo
    nunca havia me tocado que essa palavra continha “nigro”.

    A palavra ‘negro é’ – como todas as outras – polissêmica e
    não é usada apenas para designar a cor das pessoas. Se pensarmos nos primeiros
    usos da palavra, podemos supor que era usada para nomear a cor e depois passou por
    extensão a ser usada para designar um grupo de pessoas dessa cor. Será que podemos
    reduzir o sentido da palavra só à designação de pessoas da cor negra? Eu acho
    que não.

    O uso negativo da palavra negro pode estar ligado, em alguns
    casos, à nomeação da cor e não à das pessoas. Como na oposição entre claro e
    escuro, em que claro (dia, luz) tem valor positivo e escuro (noite, trevas) tem
    valor negativo. Porque as pessoas tinham medo da noite ou de lugares escuros.

    Se eu fosse fazer uma suposição quanto à origem do termo
    denegrir, eu diria surge como uma forma de dizer que objetos estavam perdendo a
    cor e escurecendo, tornando-se enegrecidos, velhos, usados e por isso perdendo
    valor.

    Esse termo só teria uma concepção racista se admitirmos que
    a palavra era usada para dizer que um indivíduo tinha o seu valor diminuído e,
    por isso -segundo um racista – estaria se equiparando a alguém de cor negra. O
    que não me parece plausível.

    Bom, é aminha opinião. Eu não sei a verdade. Só estou
    especulando.

    Já sintagmas como “serviço de preto”, “cabelo ruim” etc.
    esse sim me parecem certamente racistas.

    • Horacio Bastos Machado Zumbi

      Quanto a tua explicação do termo denegrir em vc não perceber o tom racista do termo que tal vc o analisar quando é usado em atitudes humanas, quando se esta se relacionando humanos e não objetos …Que tal analisar o termo Judiar?..

    • Laura Mota

      Ok, vc não usa num sentido racista, Mas vc tem que entender que a origem delas é racista.

  • Rodrigo César Dias

    Taí um texto mais qualificado sobre o assunto, pra quem quiser ler, porque ter que aturar a Stephanie é dose. Ela reclama do uso da expressão barriga suja. Só que, não faz muito tempo, um músico negro postou uma foto com sua namorada branca, que estava grávida. Várias pessoas ligadas ao movimento negro, Stephanie incluída, foram até a página do músico para insultar a ele e a namorada. A moça foi chamada, vejam que ironia, de ventre sujo. Stephanie é uma neoracista que condena o relacionamento de homens negros com mulheres brancas, porque, segundo ela, essa é uma forma adequada de lutar contra o que ela chama de “a solidão da mulher negra”. Ela acha aceitável chamar esses negros de palmiteiros. http://www.letras.ufscar.br/linguasagem/edicao01/artigos_alinguagempoliticamentecorreta.htm

  • Hiole Chaves

    Quanta coisa inútil, eu sou negra e uso muitas dessas expressões como uma brincadeira, por que na minha mente o racismo não existe. Eu nunca fui vítima de racismo, por que nunca me vi como uma pessoa inferior. A menos que alguém use palavras de baixo calão pra se dirigir a mim, não considero nada como preconceito. O racismo existe por que os próprios negros são os primeiros a se inferiorizar e a buscar em tudo motivo pra serem as vítimas. Eu me orgulho da minha cor, me acho linda e até me esqueço que existem cores diferentes, por que eu procuro olhar o inteiror das pessoas e trata-las bem e sempre recebo o mesmo tratamento como retorno.

  • Angélica

    Algo que sempre ouvi desde criança,”cheiro de preto” e “negro de alma branca.

  • Ricardo

    A maioria das expressõs listadas são racistas sim, mas em “mercado negro” e “a coisa tá preta” você está forçando a barra. Nestes casos temos negro como sinônimo de escuridão, trevas, em oposição à luz. Tal qual dizemos que uma situação clareou porque começamos a enxergar uma luz em meio às trevas.

  • Charles Alano Müller

    Algumas expressões sobre a cor branca também poderiam ser interpretadas como racismo.
    “Deu branco” = uma falta de memória, ligando a cor ao vazio.
    “Não vamos deixar passar em branco” = sem fazer nada.
    “Puxa, como você está branco”, de forma pejorativa, para dizer “pálido ou doente”, pelo fato de que pessoas caucasianas ficam mais brancas quando morrem.
    “branco na praia”, insinuando que é feio ter a pele branca, enquanto estar bronzeado é bonito.
    “judiaram da pessoa”, no sentido de machucar, ferir, bater, que historicamente é uma referência depreciativa ao povo judeu.
    Nem por isto é preciso todo um “ativismo”, já que é perfeitamente compreensível que não há sempre intenção de ofensa racial pelo simples ato de proferí-las.
    Cabe nestes casos também um esforço educacional e cultural (não judicial ou criminalizante) para deixar estas expressões em desuso.

    • Filipe Santos

      Não existe racismo reverso.

  • Charles Alano Müller

    É verdade que algumas expressões são racistas (até hoje) ou tem origem racista mas, não vamos exagerar, forçar a barra, pois não são todas as que estão nesta lista.
    A formação em Comunicação Social me faz ter na língua portuguesa ferramenta de trabalho e natural curiosidade. Vejamos:
    – A coisa tá preta, denegrir, mercado negro
    A origem destas palavras não está na “raça” negra e sim na noite.
    Hoje a escuridão da noite é ultrapassada pela tecnologia da iluninação mas, nem sempre foi assim.
    A escuridão da noite era o momento do medo de sair de casa, em que coisas ruins aconteciam (a coisa tá preta). Quase todos os personagens folclóricos malignos são da noite, por conta disto.
    Também na calada da noite, aconteciam os negócios desonestos (mais fácil era ocultar das autoridades). O oposto de “à luz do dia”, ou “às claras” (referindo-se à claridade do Sol e à vista de todos).
    Daí vem “mercado negro” (o mercado longe da luz das leis, o mercado escondido, já que sem luz tudo pode ser disfarçado).
    E denegrir (como sinônimo de “manchar”), também vem de “tornar escuro”, no sentido de ocultar algo desonesto ou caluniar.
    Enfim, nem sempre que a cor negra é relacionada com a pessoa de cor negra.

    – Dia de branco
    A expressão já caiu em desuso, do tempo das vovós, era simplesmente o “dia de lavar as roupas brancas”. Roupa branca dá mais trabalho para limpar (como as roupas que profissionais da saúde usam atualmente), portanto era um dia de trabalho mais pesado.

    – Cabelo “bombril” é racista, mas “cabelo ruim” não; trata-se de cabelo “ruim” para pentear, o crespo, o que acontece com brancos (loiros e ruivos até) também.
    É o caso de Mick Hucknall (vocalista do Simply Red), do cantor Ovelha e da atriz Nicole Kidman (quando jovem).
    A indústria mundial de cosméticos já percebeu que fatura menos “impondo” a ideia de alisar e mais ofertando produtos específicos para valorizar o cabelo crespo, é o caso da Garnier Fructis (e da diversidade das modelos que fazem os comerciais da marca).

    – Nasceu com um pé na cozinha
    Refere-se ao geralmente ao trabalho doméstico (que não é ofensa, e sim trabalho honesto e digno como outro qualquer) ou mais especificamente aos profissionais da cozinha (dizer isto a um cozinheiro profissisonal ou a um chef é elogio).
    Vale lembrar que a maioria dos escravos brasileiros trabalhava na roça ou na mineração, e poucos dentro da casa dos senhores (ajudando as “sinhás” na cozinha).
    Uma expressão não citada na lista “pé na senzala”, daí sim, tem origem na escravidão.

    – Morena
    A palavra morena vem do espanhol “mora” (a fruta que em português é chamada de “amora”).
    É provável que a disignação de moreno para pele escura venha do tempo em que Península Ibérica foi dominada pelos mouros – e chegou à colônia brasileira por herança (não confundir com o sobrenome Moreno, que é euro-judaico).
    Já o uso da palavra “morena” para disfarçar ou tentar negar a origem da pessoa negra é sim racista.
    E obviamente, a outra palavra, “mulata”, tem uma origem pejorativa (ao associar a pessoa mestiça com “mula”, que é um animal mestiço). O IBGE usa o termo “pardo(a)” como classificação para todo brasileiro que, no Censo, declarar-se mestiço(a).

    Enfim, o artigo tem a boa intenção de apontar palavras que devem ser evitadas mas, exagera em dizer que tudo isto é racismo, bastava ter observado mais o significado delas.

  • Fabio Nogueira

    A associação da cor preta com o obscurantismo vem da Idade Média, a famosa idade das trevas, e não da cor da pele. Até porque não existiam negros na Europa Medieval

  • Eduardogreco

    Denegrir “manchar rephutação, rebaixar carater de alguém ,sujar alguem, entre outros” mercado negro=”escuro,ninguém ve o erro que estao cometendo” hoje é dia de branco “expressao nao existe” …negro é uma palavra que pertence a todos , nao foi criada exclusivamente pra voces

  • Claudio Antonio Cesario Dasilv

    Não sei mas eu acho que é preciso ter um certo critério para não achar que tudo significa uma afronta a raça negra.

  • kaioby guaixará

    Pela quantidade de compartilhamentos já se vê como este tema fere profundamente a alma do brasileiro seja ele branco,mulato ou negro,uns atacando outros se defendendo.
    O folclore no que tange aos fenótipos da raça negra é inesgotável.Cito aqui um fenótipo
    o do “negão do pau grande e grosso”tão inverossímel quanto ofensivo por rebaixar o ne
    gro a um animal não obstante muitos deles ficarem “lisonjeados” com tal descrição.

  • Ingrid Gutiérrez

    O problema é que a maioria dos negros gostam de se inferiorizar diante da sociedade, tudo denota racismo. Mero exagero e falta de aceitação.
    Gente, o preto em expressões está relacionado á escuridão, trevas.., circunstancias realmente não favoráveis, e não relacionado á etnias.
    Sou negra, amo a minha cor e nunca me ofendi por tais termos, pois nunca interpretei como racismo. Por exemplo, da cor do pecado: Interpreta-se como uma cor bonita e por isso chama a atenção, atrai.. não quer dizer que sem consenso. Claro que pecado não remete á algo bom, o que aí já poderia ter a ver com o gênero feminino, mas não sou feminista e gosto de lisonjeio, lógico que sendo com respeito.
    Claro que ainda existem preconceituosos, mas na maioria dos casos o racismo começa a partir dos próprios negros. Sobretudo, essa geração e talvez as próximas abusarão desses tempos em que tudo é racismo, preconceito, discriminação, intolerância, bullying e etc, pra culpar/ acusar/ diminuir outrem simplesmente por ter complexo de inferioridade.

Instagram
CADASTRE-SE E NÃO PERCA NOSSAS NOVIDADES
JÁ CURTIU?
PGlmcmFtZSBzcmM9Ii8vd3d3LmZhY2Vib29rLmNvbS9wbHVnaW5zL2xpa2UucGhwP2hyZWY9aHR0cHMlM0ElMkYlMkZ3d3cuZmFjZWJvb2suY29tJTJGbW9kZWZpY2Emd2lkdGg9Mjc4JmxheW91dD1zdGFuZGFyZCZhY3Rpb249bGlrZSZzaG93X2ZhY2VzPXRydWUmc2hhcmU9ZmFsc2UmaGVpZ2h0PTgwIiBzY3JvbGxpbmc9Im5vIiBmcmFtZWJvcmRlcj0iMCIgc3R5bGU9ImJvcmRlcjpub25lOyBvdmVyZmxvdzpoaWRkZW47IHdpZHRoOjI3OHB4OyBoZWlnaHQ6MzJweDsiIGFsbG93VHJhbnNwYXJlbmN5PSJ0cnVlIj48L2lmcmFtZT4=
Obrigado por se cadastrar!
Você receberá um email de confirmação, não esqueça de olhar sua caixa de spam.