Os Passos do Luxo: Gucci É Mais Uma Marca a Dizer Adeus à Pele

Itens remanescentes serão leiloados com arrecadação revertidada para ONGs.
 

A partir da temporada de Primavera/Verão 2018, desfilada em setembro e que chegará às lojas no próximo ano, a Gucci não produzirá, venderá e desfilará itens com peles de animais (como raposa, chincila, coelho, etc). No comando da direção criativa da marca, Alessandro Michele disse em um evento no London College of Fashion que usar pele “não é moderno e foi essa a razão pela qual decidimos fazer isso. É ultrapassado”. A decisão também faz parte de uma estratégia ampla para sustentabilidade do grupo Kering.

Um anúncio inesperado se pensarmos que há pouco tempo os loafers com pêlos da marca viraram febre absoluta entre os entusiastas da moda. Ao ingressar na Fur Free Alliance, organização que luta pelo fim da exploração de animais para pele, a Gucci se une à lista crescente de marcas e grupos deixando para trás a prática como Armani, Calvin Klein, Ralph Lauren, Net-a-Porter, Selfridges, entre outros.

Para Michaele, ser uma marca que ainda usa peles também significa afastar de si os melhores talentos. A nova geração de designers e profissionais de moda está cada vez menos interessada em trabalhar em marcas cujos princípios diferem dos seus. Além disso, a Gucci quer se aproximar cada vez mais da Geração Y e isso significa endereçar suas preocupações éticas ao criar e vender produtos de moda. “Ser socialmente responsável é um dos principais valores da Gucci e continuaremos nos esforçando para sermos melhores para o meio ambiente e para os animais,” afirmou Marco Bizzarri, presidente e CEO da marca.

Definitivamente, a Gucci tirar a pele das prateleiras é um passo importante para mostrar que uma marca de luxo pode ir por esse caminho, principalmente se ela pretende se manter relevante, mas ainda há um longo caminho, não só em se tratando de pele, mas principalmente quando o assunto são couros considerados exóticos. Vamos ver se a tecnologia será mais rápida em endereçar essa questão do que apenas a ética.

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