Conheça Uma Artista: Bárbara Malagoli Sobre HQs, Animes E Mulheres Conquistando A Cena Editorial Independente

A Bárbara Malagoli foi uma das quatro artistas que fizeram nosso Instagram Takeover especial Dia Internacional da Mulher. Quem nos acompanhou por lá pode notar que a Bárbara nos trouxe uma arte bem colorida e jovem (quem não viu, pode checar através da #SemanaDaMulherModefica).

Depois, falamos dela novamente em uma matéria sobre os lançamentos da Editora Bote na Feira Plana 2015, a editora independente cheia de mulheres, que contava também com algumas novas publicações da Bárbara.

Nada mais justo então do que bater um papo com a Bárbara na nossa coluna mensal Conheça Uma Artista de março. Ela contou para nós de onde vem suas referências multi-coloridas e psicodélicas, um pouco mais sobre seus trabalhos e sobre as mulheres saindo do computador e conquistando a arte no mundo real.

De onde você é e onde você vive?

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Sou de Santos, moro em São Paulo há uns…hmm 4 anos? 5… por aí.

Quando você começou a desenhar?

Como todo mundo que desenha, desde pequenininha. Eu pausava o VHS do “Rei Leão” e desenhava junto com a minha irmã na sala.

Ela tinha um fanzine e me pagava 25 centavos por cada página (quase um trabalho escravo!). Vendo ela desenhar me fez começar a rabiscar também, e foi assim que tudo começou.

Você frequentou escola de arte ou tem algum estudo técnico em arte?

Me considero bem auto-didata, fiz muitos cursos de áreas diversas, de aquarela à Photoshop. Mas aprendi MESMO trabalhando, tanto com freelas, quanto com meus chefes e colegas que sempre me inspiraram e me inspiram até hoje. Sinto que fui muito sortuda nos empregos que tive, pois sempre fui cercada por pessoas muito talentosas.

Você pode nos dizer um pouco mais sobre suas técnicas?

Essa é uma pergunta bem difícil, tenho uma certa dificuldade de me prender a uma técnica só, sempre quero explorar coisas novas. Mas gosto muito de usar canetas Poscas em trabalhos manuais e vetor no computador.

Você tem uma relação com a cena de zines de São Paulo. Conta pra gente um pouco mais sobre ela e sobre as mulheres que fazem essa cena acontecer.

Eu nunca imaginei que ia me envolver nesse meio, mas acabei conhecendo uma galera que já participava de feiras, como o pessoal da Editora Bote. Comecei a ajudar nos eventos e me diverti muito, conheci mais pessoas de outras editoras e isso foi crescendo.

Acho massa ter cada vez espaço para as meninas divulgarem seus trabalhos por conta própria. Fazer projetos, colaborações, e pensar na arte delas fora do computador e jogar no mundão.

Como é sua relação com os quadrinhos? Quando ela começou?

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Curto muito quadrinhos desde pequena. Hoje em dia tenho acesso a outras coisas além de X-men e Gen-13. Fico feliz que essa cultura esteja crescendo e existam lojas especializadas aqui em SP como a Geek.Etc.Br e a Gibiteria Você curte bastante mangás e arte japonesa, certo? Fala pra gente um pouco mais sobre isso.

Sempre tive muita influência da cultura japonesa, seja em filmes, animações ou mangás. Passava muito tempo jogando videogame e assistindo animes na extinta Rede Manchete. Até hoje eles fazem parte da minha vida e moram no meu coração.

Em 2012 realizei meu sonho de ir para o Japão durante o Hanami (Festival das Flores) e não acho que exista lugar mais legal no mundo.

Você é vegana, vegetariana, feminista ou tem alguma outra causa implícita em sua arte?

Sou feminista (toda mulher deveria ser, ok? ok!), aprendiz de vegetariana (ainda não cheguei lá). Mas, nunca associei minha arte com nenhuma causa específica, prefiro discutir isso de outras formas.

Talvez por sempre desenhar mulheres com personalidade fortes, eu tenha uma inclinação para o feminismo, mas no fundo acho que meus desenhos passam mais um ar psicodélico e alegre, como uma viagem muito doida que você gostaria de fazer.

Você consegue se manter só com o que ganha com arte?

Se você quer saber se eu vivo só de ilustração, não. Tenho um trabalho fixo como Diretora de Arte.

O que te motiva a continuar nesse ramo, muitas vezes, tão difícil?

É a única coisa que sei fazer (risos), além do melhor misto-quente da região.

Alguma dica para outras meninas que busquem a arte como carreira profissional?

Cara, vou falar uma coisa que é bem real. Acho bem complicado trabalhar no Brasil apenas com ilustração. Até rola se você for bem bom e tiver muitos contatos, mas uma das minhas dicas é: saiba fazer de tudo um pouco.

Eu, por exemplo, fiz Design Gráfico, trabalho como Diretora de Arte, já trabalhei em revistas, com diagramação, fiz editoriais de moda, letterings, games, um mix de emoções. O mais legal é que você sempre aprende coisas novas em atividades que te complementam como um artista, te dando uma visão mais completa.

Outra dica é: Tenha estilo próprio. Tente se destacar pela sua essência, trabalhe no seu estilo até ele virar realmente e magicamente ~SEU~ Be yo self ;D

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Você pode acompanhar a Bárbara através de sua página no Facebook ou site.

Imagens: Cortesia Bárbara Magaloli

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