Cuidado Com as Pessoas e Com o Planeta: Conheça a Bolsa Térmica Natural da Mercur

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Em 2008, depois de 84 anos se consolidando como uma das maiores e mais tradicionais empresas brasileiras, atuando no segmento da saúde e da educação, a Mercur deu início a um processo de transformação e reposicionamento com o objetivo de colocar o ser humano no centro da sua atuação e forma de fazer negócios. Mais de dez anos depois dessa tomada de decisão, eles apresentam ao mercado a bolsa térmica natural, um produto que concretiza a nova rota empresarial e os esforços coletivos da Mercur durante a última década para promoção do bem estar social e ambiental.

Feita com matérias-primas 100% renováveis, como o algodão agroecológico e caroço de açaí da palmeira Juçara, a bolsa térmica prioriza geração de impacto social positivo por meio do comércio solidário e fomento à agricultura familiar, preservação da palmeira Juçara, o autocuidado e protagonismo da saúde. Com funcionalidade atestada pela Anvisa, a bolsa utiliza a tecnologia da termoterapia [1] e traz benefícios para o tratamento de dores, lesões musculares e articulares, processos inflamatórios e alívio de estresse muscular e cólicas.

Com a bolsa térmica natural, a ideia, reforçada pela Mercur, é ter um comportamento preventivo em relação à saúde. Isso significa que o usuário não deve esperar a dor surgir na região para buscar um tratamento. A bolsa é pensada para ser usada diariamente em locais estratégicos do corpo, servindo como incentivo para o hábito de cuidado. A praticidade ajuda o processo: ela se aquece com apenas alguns minutos no micro-ondas ou forno elétrico, sua flexibilidade auxilia na adaptação às partes do corpo e sua capa é lavável, facilitando a higienização.
 

Construção Coletiva

A ideia de usar caroços e sementes veio de um colaborador da Mercur, João Vogt. Após um experimento caseiro com sementes de Butiá, João descobriu que estas tinham capacidade de reter calor. Ao levar a descoberta para a Mercur, as sementes foram estudadas e os seus benefícios comprovados para uso em produtos de termoterapia e crioterapia [2]. Iniciou-se, então, um processo de testes e prototipagem com cerca de setenta profissionais das áreas da saúde, pesquisadores, usuários de calor terapêutico, designers, produtores, fornecedores e clientes. A bolsa térmica natural foi fruto do conhecimento de um grupo de trabalho constituído por pessoas de diversas áreas da empresa, utilizando a metodologia de tomada de decisão coletiva.

Os caroços de açaí da palmeira Juçara, espécie nativa e ameaçada de extinção, foram escolhidos após o contato com a FURG (Universidade Federal do Rio Grande). A universidade aproximou a Mercur dos produtores locais de açaí Juçara e, assim, a empresa passou a comprar das famílias de cooperados da Econativa (Cooperativa Regional de Produtores Ecologistas do Litoral Norte do Rio Grande do Sul e Sul de Santa Catarina), responsáveis por produzir a palmeira em sistemas agroflorestais. Os caroços representam 80% do fruto, que até então eram descartados após a despolpa. Usar o caroço garante uma fonte de renda extra para as comunidades produtoras, fomentando o cultivo e manutenção da espécie.

Outro componente importante da bolsa é o algodão agroecológico. A parceria com a Justa Trama, maior rede produtiva no segmento de confecções da economia solidária, segue os princípios da Mercur de preservação do ecossistema e da saúde humana. O algodão agroecológico da Justa Trama fomenta justiça social e ambiental por meio de suas comunidades produtoras independentes.
 

Novas rotas, novas narrativas

A mudança do posicionamento da empresa em relação às práticas de bem estar social e ambiental não veio da noite pro dia. O processo, que segue em andamento, estimula a busca constante por substituição das práticas comerciais tradicionais do último século. Depois de entender, redefinir estratégias e direcionadores, os cortes começaram a serem feitos. Alguns produtos, e toda a área de revestimentos, foram desativados. A empresa freou as importações asiáticas e deixou de fornecer para negócios que tenham envolvimento com setores do tabaco, agrotóxicos, bebidas alcoólicas, armamentos e trabalho infantil. Para diminuir a emissão de CO², o grupo diminuiu o número de viagens. Agora, as reuniões são majoritariamente feitas a partir de videoconferências.

 

A ideia é ter um comportamento preventivo em relação à saúde. Isso significa que o usuário não deve esperar a dor surgir na região para buscar um tratamento. A bolsa é pensada para ser usada diariamente em locais estratégicos do corpo, servindo como incentivo para o hábito de cuidado

 

Outro entendimento foi a necessidade de substituição de matérias-primas não renováveis. Um processo em andamento que tem permeado todos os produtos da empresa, desde suas composições quanto à diminuição de plástico nas embalagens e no dia a dia da Mercur. O giz de cera passou a ser feito com cera vegetal e não mais parafina, subproduto do petróleo. A Borracha Lado B foi desenvolvida a partir da substituição de cargas minerais por cinza da casca de arroz, queimada para a geração de energia. A partir de 2009, a empresa começou a monitorar os insumos utilizados na produção para planejar e aumentar a utilização de recursos mais renováveis ao longo dos anos. Para isso, usa-se um indicador que classifica os itens recebidos dos fornecedores do mais renovável até o menos renovável, considerando também o seu peso e representatividade na produção a cada ano.
 

Desafios para a mudança: de dentro para fora

Para fazer um sistema destes rodar em uma empresa com mais de noventa anos de história, é preciso integrar pessoas, organizações e parceiros em um novo modelo de gestão. Uma das práticas utilizadas pela Mercur para romper o tradicionalismo da indústria foi repensar a questão de cargos e hierarquia, horizontalizando processos de produção, comerciais e financeiros. A gestão das áreas e projetos são feitas por coordenadores e facilitadores que trabalham em colegiados [3]. Mas esse trabalho não é tão fácil assim: entre os principais desafios deste modelo está a articulação de todas as partes interessadas em torno da pauta da sustentabilidade e até mesmo o entendimento dos grupos sobre o significado do conceito.

Breno Strussmann, facilitador da Mercur, explica que as pessoas têm dificuldade em entender seu papel e o papel coletivo nas práticas mais ecológicas e sociais. “É um esforço frequente de dialogar sobre o quanto todos precisamos ter cuidados com questões humanas e socioambientais, não só governos, não só empresas”, reflete. Essa dificuldade contempla, em grande parte, os públicos com quem a empresa se relaciona externamente. Internamente, a compreensão dos colaboradores sobre a importância da ação individual e coletiva evoluiu muito nos últimos anos.

 

É um esforço frequente de dialogar sobre o quanto todos precisamos ter cuidados com questões humanas e socioambientais, não só governos, não só empresas

 

Para isso, a Mercur tem o Laboratório de Inovação Social como um espaço interno de aprendizagem que pode ser, inclusive, utilizado por parceiros. Outro exemplo é o apoio ao projeto Escolas Transformadoras, realizado pelo Instituto Alana. Os colaboradores são livres para participar desses momentos, que também são abertos à comunidade. Na Mercur, aprender é uma coisa que acontece no trabalho também. Mas é um aprender para a vida, não apenas para executar funções técnicas.

A mudança de mentalidade, e a compreensão da interconectividade dos elos e a serviço de quem eles estão atuando é a chave fundamental para os participantes das indústrias enxergarem seu pertencimento em um processo que tem como resultado final a sustentabilidade. A comunicação, elemento de destaque para essa mudança de mentalidade, também é um desafio. “É preciso investir em educação, em educomunicação, em gerar aprendizagem sobre os temas que estão contextualizados ali, como a valorização do trabalho, da economia solidária, da agroecologia”, afirma Breno, “em todos os lugares são pessoas fazendo coisas”.

Saiba mais no site da Mercur e conheça mais sobre a bolsa térmica natural aqui.

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