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Versão Brasileira Da Biblioteca De Roupas Abre As Portas Em São Paulo

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Quando falamos sobre a Lena e a Klenderei, duas bibliotecas de roupa da Europa, a comoção foi total e todos ficaram imaginando uma versão brasileira dessas “roupatecas”.

Não demorou muito e esse momento chegou. Em dezembro, São Paulo abrirá oficialmente as portas da House Of Bubbles, casa irmã caçula das “Houses de Pinheiros”, uma rede de espaços colaborativos que fomentam a co-criação, o co-work e o consumo colaborativo, formada pela House of Work, House of Food e House of Learning, responsável por abrigar a Roupateca.

A criação dessa empreitada ficou a cargo de Wolf Menke, fundador das Houses, com co-criação das empreendedoras Dani Ribeiro e Nathalia Roberto, idealizadoras do bazar Entre Nós.

“A ideia surgiu depois de eu e a Nathalia passarmos um tempo estudando e pesquisando sobre economia compartilhada. Temos percebido as pessoas cada vez mais interessadas e se questionando sobre o que, de quem e por quê consomem. Quando viemos apresentar a ideia [de uma biblioteca de roupas] pro Wolf, ele tinha tido a mesma ideia. Foi uma sincronicidade muito feliz, então juntamos forças e expertises diferentes pra botar o projeto em pé”, explica Dani Ribeiro.

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Dani Ribeiro e Nathalia Roberto na Roupateca

Diferente das bibliotecas gringas, a Roupateca não diferenciará peças por valores, ou pontos. O serviço funcionará com uma assinatura mensal, que custará R$100, R$200 ou R$300 por mês e dá direito ao aluguel de uma, três ou seis peças por vez, entre roupas, acessórios, bolsas e sapatos. Cada aluguel tem a validade de 10 dias e, no final de cada período, o cliente pode retirar novos itens ou renovar os que já estão com ele. Mas a renovação pode ser feita no máximo por três vezes seguidas, para permitir que outras pessoas tenham acesso à peça também. Na devolução, basta levar a roupa lavada.

As peças não estarão à venda, por isso, já adiantamos: não adianta insistir, nem mesmo se você se apaixonar muito por uma das diversas peças maravilhosas que compõe o acervo (nós já demos uma espiada nele). Comprar só será permitido de tempos em tempos, nas vendas em forma de bazar para assinantes, focadas em renovação do acerco da biblioteca

Entretanto, o contrário, deixar peças na biblioteca para sempre, pode. A curadoria é bem cuidadosa e criteriosa, considerando que todas as peças selecionadas devem estar impecáveis. Não só marcas são levadas em consideração. Caimento, acabamento e atemporalidade também fazem diferença para as peças serem escolhidas. Quem contribuir com o acervo, ganha desconto nos pacotes de assinaturas para poder usar não só a(s) peça(s) que cedeu, como também todas as outras. Para quem tiver interesse em contribuir, basta entrar em contato com a House of Bubbles para entender melhor como funciona esse processo.

Segundo Dani, “o acervo da Roupateca é construído de forma colaborativa. Então qualquer pessoa pode ser “fornecedora” desde que suas peças atendam os pré-requisitos: peças em perfeito estado de uso, boa qualidade (evitamos fast-fashion, mesmo sendo reuso, preferimos peças duráveis). Estamos construindo um acervo muito democrático. Tem de tudo, de camisetas à roupa de festa. Queremos que tenha todos os tamanhos, de skinny a plus size. Um guarda-roupa que atende a todas as tribos e demandas da vida das pessoas”. O acervo não será baseado em coleções, temporadas ou tendências de moda: serão peças-desejo, ousadas, coerentes e duradouras.

Por enquanto, só 50 pessoas terão acesso ao serviço, mas esse número crescerá de acordo com o acervo. Em janeiro, novas pessoas provavelmente poderão integrar a lista de assinantes ativos. Já são mais de 100 pessoas na lista de espera e os interessados podem entrar em contato com a House of Bubbles para saber sobre como ser assinante da Roupateca.

Imagens: Divulgação

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