Organização de mídia, pesquisa e educação sem fins lucrativos que atua por justiça socioambiental e climática por meio de uma perspectiva ecofeminista.

pesquise nos temas abaixo

ou acesse as áreas

apoie o modefica

Somos uma organização de mídia independente sem fins lucrativos. Fortaleça o jornalismo ecofeminista e leve a pauta mais longe.

Vivienne Westwood Volta a Londres Por Questões Práticas (e Ecológicas)

Publicada em:
Atualizada em:
Texto
  • Marina Colerato
Imagens

Divulgação

2 min. tempo de leitura
Share on twitter
Share on pinterest
Share on facebook
Share on linkedin
Share on email

Depois de mais de 30 anos se apresentando nas semanas de moda de Milão e Paris, Vivienne Westwood volta a se apresentar em Londres, sua cidade natal e onde estão concentradas as principais operações de suas atividades como eDepois de mais de 30 anos se apresentando nas semanas de moda de Milão e Paris, Vivienne Westwood volta a se apresentar em Londres, sua cidade natal e onde estão concentradas as principais operações de suas atividades como estilista há 45 anos. O desfile de retorno aconteceu ontem (09) e encerrou a Semana de Moda Masculina de Londres.

Em entrevista ao The New York Times, Westwood, com 75 e tão questionadora quanto no início de sua carreira, afirmou que o retorno nada tem a ver com nostalgia ou questões sentimentais. “Eu não sou particularmente patriótica com relação a Londres”, disse Westwood. “Londres é o coração do nosso podre sistema financeiro e suas comunidades estão sendo esmagadas por desenvolvedores gananciosos, que estão arrasando as casas noturnas e habitação social, a fim de construir apartamentos de luxo para investidores estrangeiros que, em seguida, ficam totalmente vazios”.

Sendo assim, para a designer, é uma questão de consciência. “Realmente, a decisão de transferir os desfiles está enraizada apenas na eficiência”, disse ela. “A marca é baseada aqui, e assim, logisticamente, fez mais sentido manter o desfile local. Trata-se de dar um exemplo e tornar Vivienne Westwood uma empresa modelo para o momento em que vivemos”.

Fila final do desfile de Vivienne Westwood na London Fashion Week masculina // Reuters

Mas não foi só seu retorno à capital inglesa responsável por levantar questionamentos sobre o sistema de moda (e além). Intitulada “Ecotricity” a coleção foi, como sempre, uma mistura de ativismo ambiental com a essência e estética punk, sempre presente no trabalho de Westwood. Não à toa, a comunidade de moda internacional já conferiu um novo adjetivo às criações da estilista: eco-punk. A nota oficial do desfile, segundo o The Guardian, explicou o título: “O que é bom para o planeta é bom para a economia/o que é ruim para o planeta é ruim para a economia”.

A coleção apresentada contou com uma certa fluidez de gênero, na onda gender-bending, com modelos masculinos e femininos, usando roupas que servem para qualquer pessoa. “Unisex pode soar como uma piada, mas, na verdade, é tudo sobre estilo e ser capaz de se vestir como quiser”, explicou ela. “Trocar roupas com seu parceiro significa que você pode comprar menos, escolher bem e realmente fazê-las durar”.

Nos bastidores, ela também comentou sobre a recente queima de memorabilia punk que ela e seu filho com o uma vez empresário dos Sex Pistols, Malcolm McLaren, Joe Corré, fizeram em novembro. “A última coisa que me interessa é me manter alinhada com o tempo” comentou. “Eu prefiro ir mais rápido do que isso. Eu tenho que. Estamos vivendo em uma época onde nos deparamos com desastres a cada curva”.

* * *

Jornalismo ecofeminista a favor da justiça socioambiental e climática

Para continuar fazendo nosso trabalho de forma independente e sem amarras, precisamos do apoio financeiro da nossa comunidade. Se junte a esse movimento de transformação.