apoie o modefica

Somos uma organização de mídia independente sem fins lucrativos. Fortaleça o jornalismo ecofeminista e leve a pauta mais longe.

Pesquisa Revela: 97% das Pessoas Acreditam que a Moda Está Relacionada às Alterações Climáticas

Publicada em:
Atualizada em:
Texto
  • Time Modefica
Imagens

Time Modefica

2 min. tempo de leitura
Share on twitter
Share on pinterest
Share on facebook
Share on linkedin
Share on email

A percepção das pessoas sobre a responsabilidade da indústria da moda acerca de questões ambientais e climáticas é inegável: 97% das pessoas acreditam que a moda e vestuário estão relacionadas às alterações climáticas e que têm impactos sobre o meio ambiente. O dado é revelado pela pesquisa Possibilidades Para Moda Circular no Brasil - Padrões de Consumo, Uso e Descarte de Roupas realizada pela mídia independente com foco em sustentabilidade Modefica, a consultoria Regenerate Fashion e o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGVces).

Com objetivo de entender o comportamento de consumo do brasileiro se tratando de moda sustentável, a pesquisa revelou dados inéditos sobre motivações de consumo, padrões de uso e cuidados com as peças além de como e com qual frequência as pessoas descartam suas roupas. A pesquisa incorpora um estudo maior sobre sustentabilidade na indústria têxtil que será lançado em 2021.

Para 47,1% dos respondentes, sustentabilidade é “muito importante” para decisão de compra e práticas responsáveis aparecem em quarto lugar entre prioridades de escolha para 44,7% das pessoas. A preocupação com sustentabilidade faz com que 38,4% dos respondentes estejam dispostos a pagar até 30% a mais por produtos com responsabilidade socioambiental. A principal motivação, para 74,1% das pessoas que compram peças sustentáveis, é a preocupação em ser responsável e agir de acordo com as próprias crenças e questões ambientais aparecem na liderança entre as preocupações que motivam compras mais éticas para 88,1% dos respondentes.

A pesquisa revela ainda que o brasileiro não está completamente convencido sobre o fluxo de consumo ditado pela moda rápida (fast fashion) e o modelo de coleções semanais: a maior motivação de compra das pessoas é a necessidade de substituição com a maior parte dos respondentes afirmando comprar roupas trimestralmente (29,6%) e semestralmente (27,6%). Também há forte inclinação para fazer o descarte correto das peças que as pessoas não querem mais: embora 87,9% doem as roupas que não querem mais para igrejas e projetos sociais, 56,8% das pessoas estaria disposta a reciclar suas peças de roupas se soubessem que elas, de fato, estão sendo recicladas enquanto 26,3% se sentiram motivadas por terem um ponto de coleta por perto.

Para os pesquisadores envolvidos na análise dos resultados, é possível perceber que o público brasileiro ainda tem um padrão conservador no que se trata de consumo de roupas, sendo orientado por qualidade e necessidade, além de estar atento aos impactos socioambientais da indústria da moda, o que indica uma maior disposição para apoiar iniciativas de sustentabilidade. Para possibilitar a circularidade, o padrão do descarte precisa ser investigado mais de perto. Por um lado, a vida do produto está sendo ampliada, por outro se faz necessário a formação de sistemas que acolham o fluxo do produto a partir das instituições de doações.

Essa pesquisa faz parte do relatório Fios da Moda: Perspectivas Sistêmicas Para Circularidade. Acesse a pesquisa completa: https://modefi.co/relatorio-fios-da-moda

* * *

Jornalismo ecofeminista a favor da justiça socioambiental e climática

Para continuar fazendo nosso trabalho de forma independente e sem amarras, precisamos do apoio financeiro da nossa comunidade. Se junte a esse movimento de transformação.