Organização de mídia, pesquisa e educação sem fins lucrativos que atua por justiça socioambiental e climática por meio de uma perspectiva ecofeminista.

pesquise nos temas abaixo

ou acesse as áreas

apoie o modefica

Somos uma organização de mídia independente sem fins lucrativos. Fortaleça o jornalismo ecofeminista e leve a pauta mais longe.
Ecofeminismo Mulheres e Natureza

Práxis Ecofeminista: Crise Climática, Manguezais e Especismo

Publicada em:
Atualizada em:

Com:

Daniela Rosendo

29 min. tempo de duração
Share on twitter
Share on pinterest
Share on facebook
Share on linkedin
Share on email
Neste episódio, Daniela Rosendo fala sobre a situação antagônica dos manguezais amazônicos: são considerados os mais preservados do mundo e, ao mesmo tempo, sofrem com a captura predatória do caranguejo-uçá, retirada de madeira, microplástico e o esgoto provindo das comunidades próximas - o que os tornam, então, um dos ecossistemas mais ameaçados.
Ouça também no:

E como falar sobre tal tema pela perspectiva do ecofeminismo animalista – vertente seguida por Daniela e pelo Instituto Modefica? Se a ideia te confunde, não se preocupe, a filósofa introduz o conceito de ecofeminismo animalista, citando referências no tema, como o livro A Política Sexual da Carne, de Carol J. Adams, e o podcast Outras Mamas, de Babi Miranda e Thaís Goldkorn. “Um dos desafios para nós, ecofeministas, ainda, é aprofundar mais o desenvolvimento da relação entre a ética animal e a ética ambiental, assim como os seus desdobramentos políticos”, explica Dani.

No plano intelectual, a equação fica menos complexa, mas o ecofeminismo animalista assume a responsabilidade de botar tudo na mesa e pensar em dilemas éticos. Daniela recorre a um trecho do livro Ecofeminismo: Interseções feministas com outros animais e a Terra, organizado por Carol Adams e Lori Gruen, do qual destacamos um trecho aqui: 

“Na prática, ecofeministas trabalham em solidariedade com aqueles(as) que lutam contra a opressão de gênero, racismo, homofobia e transfobia, injustiça ambiental, colonialismo, especismo e destruição ambiental. Tanto na teoria quanto na prática, ecofeministas pensam que diferentes relações sociais são possíveis e estimulam o trabalho para alcançar a paz e a justiça para todos”.

Ainda que, de uma perspectiva ecofeminista animalista, o uso de animais possa ser visto como uma prática especista, é preciso reconhecer que, além das práticas de cuidado que diretamente promovem a justiça socioambiental – como a conservação dos manguezais e das florestas, por exemplo – a defesa da natureza tem sido empreendida exatamente pelos movimentos organizados nos territórios. Isso, inclusive, expõe essas pessoas da militância ao risco de graves violações de direitos humanos. 

No momento Dica da Semana, Daniela indica o Instagram da Liga das Mulheres Pelo Oceano e o perfil da bióloga marinha Amanda Fernandes. A filósofa também indica o podcast Outras Mamas, citado anteriormente. Gostou do episódio? Compartilhe com as pessoas amigas. Você também pode mandar seus comentários e dúvidas para gente no nosso Twitter e Instagram, que vamos ler os melhores por lá. Não esqueça de acompanhar a gente no seu tocador de podcast preferido e até a próxima.

* * *

Jornalismo ecofeminista a favor da justiça socioambiental e climática

Para continuar fazendo nosso trabalho de forma independente e sem amarras, precisamos do apoio financeiro da nossa comunidade. Se junte a esse movimento de transformação.